Jornal do CAECO

Onde estão os encantos?

Posted on: 17/06/2011

Muitos fatos que acontecem na sociedade nos passam despercebidos. Estamos tão acostumadas à mentira de uma sociedade livre e de iguais condições somada a uma visão fatalista de nossas vidas, que acabamos por naturalizar vários tipos de violência: fome, desigualdade, falta de acesso à água potável e rede de esgoto, analfabetismo, discriminação racial, xenofobia etc. A violência contra a mulher é uma delas: a mulher morta e esquartejada pelo companheiro, a mulher que fica paralítica vítima da violência doméstica, os vários casos de estupros, de abusos, de tráfico de mulheres são capazes de nos sensibilizar, geram ódio, raiva, pena, mas não são capazes de nos mobilizar. Por exemplo, em Campinas, conforme dados da Secretaria de Segurança de SP, só nos primeiros quatro meses desse ano, foram registrados 73 casos de estupro. No estado de SP, em 2011, já ocorreram 2699 casos! Esses dados são reflexos daquilo que ocorre diariamente, e é por nós, mulheres e homens, naturalizado ou banalizado.

Segundo a Unesco, uma em cada três ou quatro meninas é abusada sexualmente antes de completar 18 anos e segundo a ONU, uma em cada em três mulheres será espancada, violentada ou estuprada em algum momento de sua vida. Qual a razão desses dados bárbaros? Na nossa sociedade capitalista patriarcal em que tudo é transformado em mercadoria, desde os direitos elementares para sobrevivência humana até o próprio ser humano e suas relações, as mulheres são vistas pelos homens e por elas mesmas como uma propriedade masculina, um objeto, e não um sujeito independente (num sentido amplo que ultrapassa o conceito meramente financeiro englobando a sua independência plena com relação ao homem, à maternidade, à família), capaz de transformar a realidade. A Igreja, o Estado burguês, a mídia possuem um papel fundamental na difusão dessa visão de mulher enquanto objeto sexual, na qual se destaca o papel reprodutivo e o papel submisso de usufruto do homem.

Essa ideologia que legitima e gera esses atos e esses números inadmissíveis é a mesma que se expressa nas Economíadas. O que a princípio pode parecer apenas um torneio esportivo despido de qualquer conteúdo ideológico revela, num olhar mais atento e crítico, o machismo, a homofobia e o elitismo ocultos. Na Economíadas Caipira do ano passado, vimos um exemplo escancarado (!) nos hinos divulgados em material oficial da Atlética, ou seja, nas músicas que resumem os objetivos e os valores dos estudantes de economia. “Pinga, maconha, mulher e baixaria/quem manda nessa porra é Unicamp economia”, “Ela diz que é gatinha, que seu peito é natural/Diz que sua bolsa Prada foi presente de Natal/Mas eu to ligada na pura realidade/Chupa rola e dá o cu pra pagar mensalidade/ Ela é puta graduada!”, “Aqui só tem coiote louco/Quero beber, quero cheirar/Cuidado biscatinha da Puccamp porque a fodeu vai te pegar!” ou “Essa é a escola que todos desejam, mas poucos conseguem entrar/Você que tentou e não conseguiu, vai pra puta que pariu!” são alguns exemplos dos hinos cantados. 2011 é mais um ano em que esses mesmos estudantes se animam para, nos jogos e nas festas, ostentarem “a melhor escola do Brasil”, cheia de encantos – mas só para os poucos vencedores que passaram no vestibular.

Essa visão está tão presente e tão arraigada nos homens e nas mulheres, que o fato de a Atlética ter uma presidente mulher não é capaz de alterar em nada o caráter machista e opressor das festas, como a festa da Senha; dos trotes, com concursos de miss e elefantinhos; dos eventos financiados e promovidos pela entidade cujo símbolo do coiote com a coiote fêmea estereotipada, dinheiro e cerveja está sempre presente.

Esse não é um fato isolado das Economíadas, está na maioria dos jogos universitários, independente das faculdades que os organizam. No InterUnesp do ano passado vimos a expressão máxima da barbaridade que permeia esses eventos com o “Rodeio das Gordas”, no qual os homens se aproximavam das mulheres que consideravam gordas, as empurravam no chão, montavam em cima e cronometravam quanto tempo conseguiam ficar sobre elas.

É importante lembrar que tanto o InterUnesp, como as Engenharíadas, as Economíadas e outros desses eventos recebem financiamento de empresas privadas, tais como as de cerveja, cuja publicidade machista é difundida na mídia e nesses tipos de festas, e das reitorias das universidades. No IE sabemos que a Atlética já tentou realizar acordos com empresas como o SANTANDER em troca de publicidade para o banco no uniforme dos times e dentro do instituto, além de receber uma verba da diretoria para a realização das Economíadas.

Ao passo que, quando há a tentativa de se contrapor a esse tipo de festa, construindo de forma politizada e consciente uma outra forma de sociabilidade, sem machismo, sem homofobia, sem hierarquia, se propondo a romper com toda a tradição tão reivindicada por essas entidades, como foi no caso do Festival Contra as Opressões promovido pelo DCE da Unesp no ano passado, a resposta dada pela reitoria são processos de sindicância aos alunos organizadores. No IE não é diferente, enquanto temos o auditório negado pela direção para a realização de ciclo de estudos de autores marxistas sob a alegação de que esse não é um assunto de relevância acadêmica, a Atlética tem as portas do auditório escancaradas para a realização do seu “Momento Economíadas”.

Diante de tudo aquilo que denunciamos nas linhas acima não cabe mais aceitarmos os discursos dos que nos dizem que essa é uma questão subjetiva, apenas uma brincadeira, que depende da interpretação individual. Esta é uma situação diante da qual não podemos mais nos calar, achando que é natural. É preciso rompermos o silêncio, é preciso denunciarmos essas atitudes, boicotando esses tipos de eventos, pressionando e discutindo politicamente com e nessas entidades para mudarmos essa realidade bárbara.

Flávia Ferreira, 09, militante do Pão e Rosas

Daphnae Picoli, 09, militante do Pão e Rosas

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99 Respostas to "Onde estão os encantos?"

O interessante é que foi um integrante do próprio caeco que me ensinou a música da facamp (puta graduada)…

“… boicotando esses tipos de eventos, pressionando e discutindo politicamente com e nessas entidades para mudarmos essa realidade bárbara”. Como vocês, que NUNCA devem ter ido nos jogos, podem falar uma coisa dessas? Desculpe se eu entendi errado, mas para vocês a barbaridade, machismo, opressão dos jogos são os hinos e o financiamento de empresas privadas, como as de cerveja. Que escândalo mesmo! E a parte que nos jogos a Atlética promove a prática esportiva, o espírito de equipe, fair play, integração, disciplina, assim levando a melhoria da qualidade de vida, saúde física e mental e lazer para os alunos? E não só para os alunos, porque os moradores das cidades que são sede do evento também vão assistir aos jogos, e isso para mim é uma forma de estímulo ao esporte no município. Ao invés de promover discussões saudáveis e mostrar sua opinião, vocês passaram a tentar impor a de vocês. Saudade de quando a Atlética e o Caeco lutavam por uma causa só, ao invés de lutarem entre si.

“… boicotando esses tipos de eventos, pressionando e discutindo politicamente com e nessas entidades para mudarmos essa realidade bárbara”. Como vocês, que NUNCA devem ter ido nos jogos, podem falar uma coisa dessas? Desculpe se eu entendi errado, mas para vocês a barbaridade, machismo, opressão dos jogos são os hinos e o financiamento de empresas privadas, como as de cerveja. Que escândalo mesmo! E a parte que nos jogos a Atlética promove a prática esportiva, o espírito de equipe, fair play, integração, disciplina, assim levando a melhoria da qualidade de vida, saúde física e mental e lazer para os alunos? E não só para os alunos, porque os moradores das cidades que são sede do evento também vão assistir aos jogos, e isso para mim é uma forma de estímulo ao esporte no município. Ao invés de promover discussões saudáveis e mostrar sua opinião, vocês passaram a tentar impor a de vocês. Saudade de quando a Atlética e o Caeco lutavam por uma causa só, ao invés de lutarem entre si.

Marina Marques

“… boicotando esses tipos de eventos, pressionando e discutindo politicamente com e nessas entidades para mudarmos essa realidade bárbara”. Como vocês, que NUNCA devem ter ido nos jogos, podem falar uma coisa dessas? Desculpe se eu entendi errado, mas para vocês a barbaridade, machismo, opressão dos jogos são os hinos e o financiamento de empresas privadas, como as de cerveja. Que escândalo mesmo! E a parte que nos jogos a Atlética promove a prática esportiva, o espírito de equipe, fair play, integração, disciplina, assim levando a melhoria da qualidade de vida, saúde física e mental e lazer para os alunos? E não só para os alunos, porque os moradores das cidades que são sede do evento também vão assistir aos jogos, e isso para mim é uma forma de estímulo ao esporte no município. Ao invés de promover discussões saudáveis e mostrar sua opinião, vocês passaram a tentar impor a de vocês. Saudade de quando a Atlética e o Caeco lutavam por uma causa só, ao invés de lutarem entre si.

Marina Marques 07

Haja ignorância nesse mundo! Alguém que não sabe diferenciar machismo e opressão à mulher de brincadeiras (que todos que participam se divertem), pra mim não tem noção de mundo….

As músicas têm o objetivo de incentivar a competição e a integração, nem de longe xingar e oprimir as mulheres….

Eu me considero bastante feminista pra essa sociedade, mas de maneira alguma acho que essas BRINCADEIRAS ofendem…

Relax and take it easy!

Amiga, se vc que se considera “bastante feminista pra essa sociedade° nao ve o que há por trás das letras e até mesmo o que está escancarado nelas, me diz: o que é o feminismo??? tenho certeza que vc está lendo os livros errado.

O que está em jogo nao é se esse jogos fazem bem ou nao ao corpo e a vivencia universitaria, fazem bem, pois geram integração e incentivo a praticas esportivas. Ninguem está dizendo que nao sao válidos. ELES SAO VALIDOS SIM, MAS NAO DA FORMA COMO SAO FEITOS!!!!!

O que está em debate é a forma como eles rebaixam a mulher e excluem as pessoas, eles usa dinheiro de empresas que nao tem o minimo de responsabilidade, que nao se importam de fazer propagandas onde a mulher seja subjulgada com tanto que vendam seus produtos. e de fazerem “brincadeiras” como o rodeio das gordas, que só humilham e denigrem as mulheres. tenho certeza que se vc fosse uma gordinha que sofreu uma agressao como esta mudaria de opinião rapidinho. É preciso repensar isso, o IE se gaba tanto de ser o foda, de ser o melhor curso de economia do país e mais uma infinidade de outros estimulos ao ego do instituto. mas me pergunto…. que porra de economistas vao sair dai? o tipo preconceituoso, sem noção que nao se preocupa com as mazelas do mundo a sua volta?

Acho que os organizadores desse evento deveriam ter mais noção de cidadania e respeito, NO MÍNIMO!!!

Estudo na unicamp, mais as vezes me envergonho de estudar em uma universidade publica onde as pessoas deveriam fazer a diferençã, mas na verdade stao elitista e preconceituosa, e sempre reproduziram esses valores futeis e ridiculos.

“para vocês a barbaridade, machismo, opressão dos jogos são os hinos e o financiamento de empresas privadas, como as de cerveja. Que escândalo mesmo! E a parte que nos jogos a Atlética promove a prática esportiva, o espírito de equipe, fair play, integração, disciplina, assim levando a melhoria da qualidade de vida, saúde física e mental e lazer para os alunos?”
Vamos desconsiderar o fato de que a “prática saudável de esportes” e o “espírito de equipe” estejam atualmente restringidos àqueles que jogam bem suficiente para serem competitivos nesses mesmos jogos. Vamos supor que pelo menos nesse ponto nossa atlética seja exemplar. Vamos supor também que não haja qualquer incentivo por parte dos membros dessa entidade para a prática dos referidos hinos, e que as pessoas que o fazem partem de vontades estritamente pessoais. OK. Mas eaí, vcs não incentivam, mas também visivelmente não se opõem a tal prática. Não parecem ver qualquer problema nisso. “Qualidade de vida, saúde mental e física para os alunos”´agora é compatível com “Aqui só tem coiote louco/Quero beber, quero cheirar/Cuidado biscatinha da Puccamp porque a fodeu vai te pegar!”???? Só se for pra SUA qualidade de vida, porque pra minha isso faz mal só de ver, quem dirá participar. Não imaginava que a Atlética não tinha qualquer política de repúdio a tamanho desrespeito.
Bom, eu não faço parte nem de CAECO nem de Atlética, mas me preocupa até que ponto isso pode chegar. Assistam o vídeo abaixo, quero ver quem tem coragem de falar que esse assunto é uma particularidade, uma idéia irreal “de pessoas que querem impor sua visão de mundo”, como disse nosso caro Agroboy.
VEJAM:

Eaí, vamos continuar com isso até chegar nesse hino? Não vejo as pessoas desse instituto juntarem a voz acerca de causas muito mais nobres, mas um grupo vai ter coragem de por o nome na unicamp em agressões verbais absurdas direcionadas não apenas a uma outra faculdade, mas especificamente às mulheres?
FAÇAM-ME O FAVOR, PENSEM SOBRE ISSO.
Não sei há quanto tempo isso vem acontecendo nesses eventos, mas está mais que na hora disso ser discutido.

PULEM O VÍDEO PARA 1MIN 22 SEGUNDOS

Como mulher, concordo plenamente. E posso dizer que, desde que ouvi um dos hinos pela primeira vez, na meu trote, me senti desrespeitada. Acordem mesmo, este tipo de comportamente torna as pessoas mais permissivas com outros piores! Se vcs nao enxergam isto, a coisa tá feia mesmo, vcs já são muito machistas..

“para vocês a barbaridade, machismo, opressão dos jogos são os hinos e o financiamento de empresas privadas, como as de cerveja. Que escândalo mesmo! E a parte que nos jogos a Atlética promove a prática esportiva, o espírito de equipe, fair play, integração, disciplina, assim levando a melhoria da qualidade de vida, saúde física e mental e lazer para os alunos?”
Vamos desconsiderar o fato de que a “prática saudável de esportes” e o “espírito de equipe” estejam atualmente restringidos àqueles que jogam bem suficiente para serem competitivos nesses mesmos jogos. Vamos supor que pelo menos nesse ponto nossa atlética seja exemplar. Vamos supor também que não haja qualquer incentivo por parte dos membros dessa entidade para a prática dos referidos hinos, e que as pessoas que o fazem partem de vontades estritamente pessoais. OK. Mas eaí, vcs não incentivam, mas também visivelmente não se opõem a tal prática. Não parecem ver qualquer problema nisso. “Qualidade de vida, saúde mental e física para os alunos”´agora é compatível com “Aqui só tem coiote louco/Quero beber, quero cheirar/Cuidado biscatinha da Puccamp porque a fodeu vai te pegar!”???? Só se for pra SUA qualidade de vida, porque pra minha isso faz mal só de ver, quem dirá participar. Não imaginava que a Atlética não tinha qualquer política de repúdio a tamanho desrespeito.
Bom, eu não faço parte nem de CAECO nem de Atlética, mas me preocupa até que ponto isso pode chegar. Assistam o vídeo abaixo, quero ver quem tem coragem de falar que esse assunto é uma particularidade, uma idéia irreal “de pessoas que querem impor sua visão de mundo”, como disse nosso caro Agroboy.
VEJAM:

Eaí, vamos continuar com isso até chegar nesse hino? Não vejo as pessoas desse instituto juntarem a voz acerca de causas muito mais nobres, mas um grupo vai ter coragem de por o nome na unicamp em agressões verbais absurdas direcionadas não apenas a uma outra faculdade, mas especificamente às mulheres?
FAÇAM-ME O FAVOR, PENSEM SOBRE ISSO.
Não sei há quanto tempo isso vem acontecendo nesses eventos, mas está mais que na hora disso ser discutido.

PULEM O VÍDEO PARA 1min E 22 segundos, hino contra a puc.

que mutreta forte

Quem bebe cerveja esta fazendo uma apologia ao machismo?
Todas as festas do DCE eles vendem cerveja, eles sustentam essa indústria machista…
Universitários… boicote aos Jogos, as festas do DCE e principalmente ao Star…

eeeeeee falta de pistola!
alguém dá um trato direito nessas mina que os comuna não tão dando conta… aí ficam cheias de manifesto pra lá e pra cá!
pelo amor viu!

que TOSCO.. é disto aí em cima que elas estão falando. Comentário típico de quem é TÃO machista que não pode ver mulher pensar e criticar

Que TOSCO esse comentário acima!!! Pelo jeito o que elas falam no texto é pura verdade. O machismo é tão explícito neste comentário que seria exemplarmente ilustrativo, se não desse nojo.. Típico de um ot’ário que não consegue ver mulher pensar e criticar! Põe o seu nome aí, sr. anônimo, pra todo mundo saber quem fala uma merda dessa..afff

Carol Afonso 08

o porra mulherada na bateria ajudando a tocarem essa merda?

“Quem bebe cerveja esta fazendo uma apologia ao machismo?
Todas as festas do DCE eles vendem cerveja, eles sustentam essa indústria machista…
Universitários… boicote aos Jogos, as festas do DCE e principalmente ao Star…”
verdade!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

o caeco ta passando da hora de parar com essas conversinha de revolucionário preguiçoso. Ou vocês comecem a fazer algo, ou parem de cornetar a sua faculdade, porque independente da sua opniao o economiadas caipira é um jogos que agrega as principais faculdades de economia do interior de sao paulo, mais que as coxinhas no caeco, que servem pra discutir como que vamos do nada pra lugar nenhum, já que até hoje uma das coisas mais raras que vi foi o caeco defender interesse dos alunos do IE, ultimamente só vemos a mobilização para ajudar grupos que não tem influencia direta na vida do aluno de economia da unicamp.
e eu nao sei que trote que essas minas ai do texto participaram, o ie nunca foi de fazer isso igual ao do filme, e sinceramente espero que nunca faça. mas vai achar ruim do elefantinho também? orra….ai é sacanagem!ahah

aff..

Gostaria muito de não ter perdido meu tempo lendo tamanha bobagem. Porém, devido a irreverssibildade isto não ocorreu. Sendo assim, sinto o dever de comentar este texto.

Quem acredita na revolução não aceita estatística da ONU, uma vez que esta é totalmente faovrável ao sistema capitalista e todas as desigualdades reproduzidas em tal sistema.

Dentro da lógica capitalista – lógica a qual o Brasil está desde 1930 e todo o mundo, exceto Cuba, desde 1992 – é perfeitamente normal e aceitável buscar o patrocínio de uma empresa privada. Tal prática não é ilegal e nem ofensiva. A própria UNICAMP faz parcerias com empresas privadas. Quanto ao repasse dado pela diretoria, este é plenamente aceitável. Assim como o repasse dado ao CAECO quando este organiza o ENECO. A diretoria do IE tem a obrigação de apoiar qualquer evento esportivo ou acadêmico.

Uma mulher que não sabe diferenciar um hino universitário de estupro, espancamento ou qualquer outra forma de violẽncia realmente merece ser subjulgada.

Homobia? Machismo?

As autoras deste texto deveriam repensar um pouco sobre as escolhas e sobre o modo pelo qual vocês levam suas vidas. Caso realmente estejam preocupadas em atenuar as desigualdades – socias, sexuais e étnicas – o caminho que vocẽs escolheram é o mais burro.

Burro = Currículo novo.

“Uma mulher que não sabe diferenciar um hino universitário de estupro, espancamento ou qualquer outra forma de violẽncia realmente merece ser subjulgada.”

que merda é essa? elas não podem se sentir ofendidas por esses hinos agora? nada como uma intolerância bem escrita.

“Uma mulher que não sabe diferenciar um hino universitário de estupro, espancamento ou qualquer outra forma de violẽncia realmente merece ser subjulgada. ”

caralho! que baixaria!

Mocinhas quem são vocês???

09???

Qual a procedência familiar???

Deveria ser proibido publicar essas merdas no CAECO!!!

Fala sério…

Como é pequeno esse discurso…
Cheio de preconceitos, de associações tendenciosas…A verdade é que o Ser humano é o mesmo: Pode ser um jornalista da globo ou uma militante estudantil, no fundo todos querem chegar no seu objetivo, independente dos meios!!!

Meninas, de duas uma: Ou vcs são mtoooo inocentes e ainda não tem discernimento algum sobre as coisas OU são muito tendeciosas e enganadoras que usam o espaço que tem para tentar alienar outros ao inves de lutar por uma bandeira que tanto fingem em levantar!!

As associações desse texto chegam ao absurdo…
escutem: NÃO ESTOU DIZENDO QUE O PROBLEMA NÃO EXISTE..ESTOU DIZENDO QUE PRECISAMOS SER MAIS VERDADEIROS COM NOSSAS PALAVRAS…
se não, a luta que é tão nobre, perde o sentido, entende?

CRESÇAM GALERA…e lutem com armas limpas!!!

Abs

Isso é falta de bullying! Se tivessemos um sistema mais eficaz de Bullying no nosso instituto, pérolas como esse texto medíocre, distorcido e demagogo apareceriam com frequencia bem menor.

o que vemos é uma leitura rasa e despolitizada do texto – abstraindo o ponto crucial do debate politico (ao qual muitos não estão a fim de fazer) para muito além de um boicote pelo boicote. Criticas tem sido pautadas em argumentos débeis que usam de senso comum, do machismo e ataques pessoais as mulheres militantes que escreveram o texto, o qual foi baseado em fatos concretos da realidade injusta e opressora em que vivemos inclusive no IE, que não é uma bolha isolda da sociedade.
A militancia vai muito alem de texto e comentarios virtuais para aqueles que colocam a nossa inação e “falsa esquerda”. Também, não é supresa que a questão do trabalho ultra-precarizado das mulheres que fazem serviço de limpeza no IE não impactem, por exemplo, ninguem comentou ( a respeito do outro texto escrito por nós – mas é claro q não estou me pautando só por esse fato para minhas afirmações) sobre essa questõa até agora – não é de surpeender q não há sensibilidade para essa questão, a sensibilidade q há é com as Economiadas, claro pq estas sim interessam, com o dinheiro das inscrições e com o não prejuízo material da Atletica que organiza.
Onde estácade a preocupação e debate consequente sobre as opressões e a sua forma expressão na sociedade capitalista atual, a mesma que foi citada nos comentários.. sabemos q a Universidade adotado politcas privatistas em defesa dos interesses de empresas e não de uma maioria EXLCLÚIDA das universidade – entre outros milhares, a juventude negra, filh@s dos trabalhadores terceirizados, dos sem-terra e sem-teto e dos milhões mise´raveis do Brasil, com a qual não vejo a MÍNIMA preocupação.
Sobre o boicote, este esta colocado a partir da brutal contradição que se coloca numa sociabilidade hipócrita que se sustenta em relações bárbaras de violencia, de assédio moral, de machismo, homofobia : opressão. Não é possivel a partir dessa denuncia compactuar com uma atividade de integração como essa – não há como participar desse tipo de integração que de mesma natureza e do bárbaro Rodeio das Gordas – interUnesp 2010.

Há muito mais para se colocar, isso é só um mínimo diante da indignação perante comentários feitos acima e a ataques e profundas ofensas machistas que recebemos por colocarmos nossa opinião política e levantarmos uma dénúnica que há muito está para ser feita.

Gostaria de fazer um chamado a discussão POLITICA sobre machismo, homofobia e sobre a precarização do trabalho.
E também para que aqueles preocupados com a questão do machismo e de outras formas de opressão que conheçam o blog do Pão e Rosas e militancia de nosso coletivo que se soma a muitos outros coletivas que defendem a luta das mulheres, homessexuais e demais grupos oprimidos que não são minorias:

http://nucleopaoerosas.blogspot.com/

nesse espaço pequeno de comentário é o q tenho a dizer como resposta, mas espero poder debater politicamente com os que escrevem aqui e demais que queiram, em especial um deles – cujo nome é escusado dizer.

“filh@s dos trabalhadores terceirizados”, REItoria… já deu né.
Nada contra o conteudo das suas propostas, mas ta na hora de inovar o discurso pra ser dialogavel, e nao uma tentativa de imposição da sua opiniao “critica”goela abaixo dos outros.

ser diferente eh facil, copiar os outros do contra tambem, dificil eh pensar por si só.

Na boa, qual IE-Unicamp vcs frequentam? Não deve ser o mesmo ao qual eu vou. Propor boicote ao jogos, mesmo que combinado ao raso argumento “não é boicote por boicote”, bem-vindos à Guerra Fria.
Comunista #1 – Ora, vcs viram que mundo sujo que é esse o mundo capitalista, vamos boicotar as Olimpíadas?
Comunista #2 – Claro, minha camarada. Onde já se viu, lá tem mulher que usa shortinho, e curte balada, e pega os caras que chegam nelas. Isso é tão machista.
Comunista #1 – Com certeza, fiquei sabendo que nas festas tem bebida, maconha, lsd, entre outras coisas, e as mulheres se misturam com os homens, e usam drogas, e bebem, e fazem sexo.
Comunista #2 – Nossa! Mas que coisa, isso me parece péssimo, é tudo culpa do capitalismo, afinal a espécie humana sempre foi puro, até chegar esse maldito sistema opressor…

Grande texto, pelo jeito tocou na ferida do Instituto (recalcado) de Economia.

Elas tem todo o direito de expressar uma crítica sobre um problema grave e de sugerir um encaminhamento para soluciona-lo. É sintomático que a crítica seja respondida com as mesma barbaridades que elas denunciaram. A crítica sobre essas práticas condenáveis não foi, em nenhum momento, uma ofensa direta a nenhuma pessoa.

“Uma mulher que não sabe diferenciar um hino universitário de estupro, espancamento ou qualquer outra forma de violẽncia realmente merece ser subjulgada” O que é isso, gente? O_O

Os hinos são machistas mesmo e todos sabem disso, aí quando vem alguém e finalmente explicita um monte de gente ataca como se tudo fosse uma grande mentira, e todo sabe que não é!
Boiocotar as Economíadas ou não vai da escolha de cada um, não acho que, em relação ao boicote, exista certo ou errado. Mas não dá pra negar o machismo que existe nos hinos.
Acho que hoje todo mundo tem que tomar muito cuidado com o que diz e, principalmente, como diz, e ainda bem que é assim, pois é na fala que se mostram os verdadeiros preconceitos!

Victoria 08

Tenho algumas críticas.

“Esta é uma situação diante da qual não podemos mais nos calar, achando que é natural. É preciso rompermos o silêncio, é preciso denunciarmos essas atitudes, boicotando esses tipos de eventos, pressionando e discutindo politicamente com e nessas entidades para mudarmos essa realidade bárbara.”

A gente sabe onde isso acaba. Me estranha propor como solução para toda essa discriminação já impregnada nas nuances mais singelas da nossa sociedade a reunião de uma meia dúzia de indivíduos que pensam de forma exatamente igual para discutir ad-eternum um problema trazido a tona por eles mesmos. A solução viria da não-ação, ficaria reservada ao debate. De novo, não sairíamos do lugar. O tempo passa e cada vez mais isso se revela como objetivo. (Ou o objetivo é a simples manutenção do “poder”? Entre aspas, claro, porque não há poder algum no CAECO. Me faz pensar…).

O grande problema dos revolucionários de hoje, que com tanta fúria põem em voga esse revoltismo forçado, é a completa inépcia ao propor ações, uma vez bem sucedidos em mapear a situação. As premissas levantadas são, até certo ponto, convincentes. Existe, de fato, uma contaminação machista dada por um patriarcalismo arcaico, enraizado no subconsciente, latente, que se reflete, algumas vezes de forma muito pouco sutil, nas diversas manifestações culturais. Entretanto, generalizar todo um evento e, por conseqüência, seus freqüentadores, a partir de fatos isolados colocados fora de contexto, me parece no mínimo injusto. Pra não dizer tendencioso e manipulador. Todo argumento que força o politicamente correto é inevitavelmente demagogo e cai nesse extremismo, sendo incapaz de enxergar o meio termo.

Indo além, não acharia nenhum absurdo dizer que é extremamente hipócrita pensar desta forma, sobretudo porque o grupo que se vale dessa argumentação muitas vezes combate, acertadamente, o mesmo tipo de preconceito em outros campos. Propor o boicote do evento popularmente conhecido por “Economíadas Caipira” partindo de três musiquetas bestas – que, diga-se, pouco contribuem para compor o cenário completo – é conceitualmente tão chauvinista quanto o próprio machismo em si. Se este, mesmo hoje, insiste em reduzir a mulher à reprodução e à submissão partindo do papel que ela desempenhou na sociedade ao longo da história, vocês reduzem o evento todo a um festival anual dos trogloditas, partindo de variáveis isoladas e pouco capaz de defini-lo. Falta conhecimento de causa, falta dados. Vocês não sabem o que é o “Economíadas”, seria capaz de supor que nunca foram. Se tivessem a mínima noção do que estão propondo boicotar, teriam pelo menos usado como argumento a festa do segundo dia. Mas vocês sequer sabem qual é, ou sabem? Pesquisem lá. Pode usar da próxima vez, essa fica de graça.

Eu trago, então, aos que lêem, uma nova proposta (sobretudo aos calouros e às meninas que escreveram o texto, pois, acredito, nunca foram): ao invés de boicotarem o “Economíadas Caipira” baseado nas impressões extraídas de elementos desconexos por outrem, vão aos jogos e tirem as suas próprias conclusões. Vocês passarão 4 ou 5 (ou 6, ou 7) anos dentro do Instituto de Economia tragando a força um pós-keynesianismo mal digerido, sem muito espaço para contestar, sem estímulo para pensar criticamente. Não se deixem conduzir para a mesma situação quando o assunto é infinitamente mais trivial.

Agora, minha crítica, alheia ao texto especificamente. Um problema deste tipo de argumentação é que ela se auto-sabota intencionalmente. É uma estratégia comum do radicalismo ideológico (afinal, por ser radical, a base de argumentação é fraca por essência). Ela propõe a discussão e, depois, pelo uso de uma retórica truculenta, afasta a idéia contrastante, esvazia a discussão saudável e induz a troca de farpas, mantendo no espaço político destinado ao debate (no caso, o CAECO) apenas o grupo situacionista. É uma medida violenta, mas eficaz. Neste aspecto, parabéns, foi bem sucedida, basta ver os comentários. Além disso, não deixa de me incomodar o contexto: agora, às vésperas da eleição, quando o pensamento que rege o CAECO finalmente tem adversários com alguma força política, o que pipocou de lenha pra essa fogueira não está escrito. Isso sem contar as medidas populistas (festa, TV, reforma) que tentam apagar dois anos de apatia. Parece uma clara estratégia desesperada de manutenção do poder. E não venham vocês também, meninas, com essa atitude “blitzkrieg”, de bater e tirar o corpo fora. Não venham dar de joão-sem-braço. Não pra cima de mim, eu sou doutor nisso. Todos essas recentes manifestações estão sim conectadas, esse cinismo malufesco não engana ninguém. Chego até a indagar se não há uma articulação maior por trás, porque não acredito que os calouros que compõem a chapa Prisma seriam capazes de algo tão baixo…

Se atendo ao problema-raiz:

“Existe, de fato, uma contaminação machista dada por um patriarcalismo arcaico, enraizado no subconsciente, latente, que se reflete, algumas vezes de forma muito pouco sutil, nas diversas manifestações culturais”

Eh o cerne da questao toda, da polemica.

E ai, quais sao as propostas?
Bora fazer e pensar algo a respeito entao?

Vini

Não sei qual a solução definitiva. Sinceramente, sequer acho que existe uma. Mas me parece sensato que, antes de levantar o arsenal e bombardear a AAA (e, por consequência, seus integrantes), os jogos (e, por consequência, seus frequentadores), apontando dedos e generalizando com argumentos reducionistas, para não falar da idéia do boicote, as meninas poderiam ter se dirigido à Atlética para expôr o problema, exigido um posicionamento oficial e pedido o desincentivo às práticas machistas. Através de uma atitude mais, por assim dizer, “diplomática”, tentar fazer política, de fato, e não politicagem. A Atlética está ali, na frente do CAECO. A instituição e seus gestores estão acessíveis a todos, são nossos colegas de curso, às vezes até nossos amigos. Não é difícil, não é a mesma coisa que tentar falar com o Obama no Salão Oval.

“ah, João, mas isso não adianta! A Atlética nunca compactuaria com isso, muito menos os alunos!”. Bom, se em algum momento este for o pensamento, então a motivação é realmente é tão frágil quanto eu pensava desde o início…

E será que não adianta mesmo? Será que os alunos não acatariam? Lembre do que aconteceu na Choppada dos Bixos que organizamos em 2010. Houve uma movimentação contra o trote, o CAECO matou no peito e a gente conseguiu reduzir substancialmente as práticas de reforço negativo da hierarquia em relação aos anos anteriores. O problema foi 100% resolvido? Não, claro que não foi. Um ou outro ali ainda levou cevada na cabeça. Mas é por causa disso que o progresso alcançado deve ser posto para escanteio? Tem que ser tudo na base do “8 ou 80”? Tudo revolucionário? Ou a gente pode considerar os pequenos avanços e deles partir para novas exigências?

Fazer valer as conquistas como processo. Um processo de luta, e não a luta pela luta. Tentar argumentar com um pouco mais de ponderação, sem profetizar o apocalipse.

Queria perguntar aos integrantes da atlética do ie, por que não reconhecer que o hino de fato propaga uma ideia de mulher objeto, subjulgada e inferiorizada? por que a afirmaçao do instituto, das equipes esportivas, precisa disso? não se pode pensar numa alternativa que descarte essae tipo de apelações deste hino? por que a questao da afirmação da equipe da unicamp nestes eventos esportivos precisa estar permeada por afirmaçoes de masculinidade? será que ainda achamos que as mulheres não têm direito à prática esportiva, como foi proibido no país até 1979? ou será que achamos que quando as mulheres podem estar presentes neste espaço elas continuam sendo inferiores?
Só queria dizer que esses tipos de hinos reforçam um ideal esportivo, que não é da integração ou do fairplay etc, mas é, fundamentalmente, da segregação e subordinação das mulheres neste espaço.

Calma aí galera … acho que o nível da discussão foi para o lado moral, pessoal e preconceituoso.
Concordo com todos os argumentos do texto, e acredito que se houver críticas, elas têm que ser feitas a partir dos argumentos inscritos no próprio texto e não a partir de ataques pessoais, frontais.
O que está acontecendo é uma grande covardia, baixaria.
Por favor, sejam corajosas que nem elas: apresentem-se para o debate honestamente, avergonhadamente, com decoro e escrúpulo.

Gostaria de me retratar publicamente pela infeliz frase que eu escrevi.

Sou totalmente contrário ao machismo e a homofobia. Também sou contrário ao subjulgamento da mulher.

O autruismo domina meu coração, meu espírito e minha mente. Quem realmente me conhece sabe que sou contrário a qualquer forma de repressão, violência e julgamento – independemente de etnia, sexo, religião ou classe social.

Por isso, peço mais uma vez desculpas as autoras do texto.

Cordialmente.
Renato

“Queria perguntar aos integrantes da atlética do ie, por que não reconhecer que o hino de fato propaga uma ideia de mulher objeto, subjulgada e inferiorizada? por que a afirmaçao do instituto, das equipes esportivas, precisa disso? não se pode pensar numa alternativa que descarte essae tipo de apelações deste hino? por que a questao da afirmação da equipe da unicamp nestes eventos esportivos precisa estar permeada por afirmaçoes de masculinidade? será que ainda achamos que as mulheres não têm direito à prática esportiva, como foi proibido no país até 1979? ou será que achamos que quando as mulheres podem estar presentes neste espaço elas continuam sendo inferiores?
Só queria dizer que esses tipos de hinos reforçam um ideal esportivo, que não é da integração ou do fairplay etc, mas é, fundamentalmente, da segregação e subordinação das mulheres neste espaço.”

Não consegui não responder…

Em primeiro lugar, os hinos pejorativos sobre os quais todos estão comentando e estão presentes em vários jogos universitários, não foram criados pela Atlética, e muito menos tem seu canto incentivado pela Instituição.

Quanto à inferiorização da mulher no âmbito esportivo… de forma alguma isso se reflete em quaisquer atividades da Atlética, quem tem o mínimo de conhecimento sobre os treinos, sobre os jogos, sabe disso. O incentivo é ao esporte, seja através de modalidades femininas ou masculinas. Os times femininos, assim como os masculinos, são motivo de muito orgulho para a Economia Unicamp pelo esforco e resultados que vem sido trazidos ao longo dos anos.

Ao longo das história muitas mulheres que ousaram lutar contra o que está colocado no seu tempo foram sim subjugadas, queimadas (Joana D’Arc), assassinadas (Rosa Luxemburgo), foram impedidas de sentar no banco que era do branco (Rosa Parks). Mas mesmo assim estas mulheres estão presentes na nossa memória, pois deixaram lições para as mulheres atuais, que lutam todos os dias, seja contra o machismo, seja na sobrevivência diária.
Lamenta-se muito que dentro da universidade, lugar onde se reproduz tanto conhecimento, o machismo possa se expressar na sua face mais cruel, nos hinos e festas opressoras.
As meninas da Economia estão sim colocando uma discussão séria e importante, que não esgota na discussão de fazer ou não uma festa ou de um jogo esportivo, mas sim no tipo de universidade e sociedade que queremos, sem machismo e opressão!

SOMOS TOD@S FLAVIAS E DAPHNAES!!!!

Vai cozinhar que seu lugar é na cozinha FEANA filha da puta!!

Se vcs sao todas Daphnes e Flávias devem ser subjulgadas também!
Vai pra puta que pariu, e parem de encher o saco. Por que mundrungo num vai tudo pro IFCH e fica fazendo essa porra de protestos juntos lá. Para de encher o saco e deixem o companheiro q falou as coisas erradas em paz.
Mas com essa concienciazinha não servem pra nada além de pilotar o fogao!

o Edson jamais foi machista!

Ronaldo.

Não queria, mas depois da ceninha que assisti hoje instituto de economia não pude deixar de me manifestar publicamente sobre a atitude protagonizada por meia dúzia de elementos dotados de mau caráter e péssima índole.
Ao sair da minha aula me deparei com uma situação incomum, que nunca tinha visto antes em um ambiente universitário em pleno horário de aula no instituto de economia, 9 ou 10 pessoas |algumas do IE e outros do IFCH (pelo que me disseram)| utilizando de táticas que antes só havia observado em brigas do colegial ou do ensino fundamental, coagindo e provocando, buscando então a humilhação pública, além de distorcer declarações de um amigo Renato César (Renatão 07), para seus amigos de instituto. O mais curioso é que estes “cidadãos” faziam isso após condenar o trote (espécie de coerção que um indivíduo pode receber por um grupo), realizando o famoso “fala mal, mas faz igual (ou pior)”.
Não vou polarizar esta discussão para o capitalismo X comunismo porque acho que não vem ao caso fazer este tipo de comparação. Mas venho condenar a atitude destes elementos, que ao invés de resolver mal entendidos por meio da conversa e atitudes civilizadas, só contribuem para piorar o ambiente universitário e criar desentendimentos entre os frequentadores deste. Sei que esta atitude constitui um fato isolado de seres imbecilizados destes instituto, e não representam de maneira nenhuma a opinião geral do IFCH e do IE.
Logo, recomendo a estes desocupados, que caso queiram convencer ou fazer algo em pró da UNICAMP ou da sociedade em geral que não façam desta maneira ignorante e imbecilizada que só desagrega os alunos em geral.
Já logo aviso que caso algum imbecil tenha se sentido ofendido pela minha declaração que venha tirar satisfações de homem para homem, no tête-à-tête, e não se escondendo atrás de idéias e bandeiras, e da maneira covarde que observei nesta segunda-feira dia 20/06,
Ou parem logo com essa chatice de fazer tempestade em copo d’água e se ocupem de algo produtivo, seja para a UNICAMP, seja para ele mesmo ou para um outro alguém.

Sem mais

Em primeiro lugar, só gostaria de dizer que esta pessoa que me mandou cozinhar está sim agora legitimando toda a opressão que está nas entranhas desta sociedade. Posso até cozinhar, embora não se faça isso na minha faculdade, e sim buscar alimentos que não sejam tóxicos ou que sejam boa qualidade e não mereço ser subjugada, assim como as suas companheiras de Instituto de Economia também não merecem!!!

Lugar de mulher é na luta, na universidade, trabalhando com condições dignas e não no fogão!

Acho que estão desviando as discussões a cerca do CAECO!

Discussões importantes, como o papel da mulher na sociedade, são extremamente válidas, mas não acho que estão diretamente relacionadas com a ELEIÇÃO, com as propostas levadas pelas chapas aos estudantes, dessa forma, nesse contexto são secundárias.

Parece intriga de campanha, querer derrubar seu oponente não pelas propostas que de fato ele apresenta, mas por qual a sua índole, qual os seus costumes Que são coisas importantes, são! Mas ninguém é o modelo politicamente-correto todo o tempo, então, acho mais sensato manter a discussão a nível do que Joãozinho e Mariazinha estão querendo fazer dessa instituição, e por essa instituição.

Parece simplista, mas talvez o mais coerente.

Apoio plenária no chão preto, para os alunos do IE votarem a saída da Unicamp das Economíadas(Caipira e Paulista) até que a questão da mulher no IE, na Unicamp, na Sociedade seja revista de maneira mais democrática e racional!!

Concordo! Vamos debater sobre o assunto, caçar os promotores desses hinos, aqui mesmo em nosso instituto! devemos, antes de tudo, limpar nossa casa! Atleticano bom é atleticano morto! Quem paga pelos jogos também deve ser punido! afinal eles financiam tamanha barbárie! Vamos barricar a sede da atlética HOJE! Assim nós evitamos que os jogos aconteçam! vamos salvar as almas dos calouros que ainda não foram lavados com o ideal capitalista-machista-truculento-homofóbico-carnívoro-laplaneano-REItoriano!

Aproveitando a deixa: vamos lutar pela ampliação do estacionamento ou criar vagas exclusivas para nós, já que grande parte do nosso grupo ideológico esquerdista tem carro! é um direito de todos! E mesmo assim, vamos caçar aqueles patricinhos que tem carros melhores que os nosso, isso sim é desigualdade social!

Vamos fazer uma estátua da dafne e da outra lá!

playboyzada tranvestida de bata hippie e rasteirinha de todo o IE! uni-vos!

hahahahahahahhahahahh!!!!!!!

Adorei a ironia! Quero te conhecer! Me liga!

passa o tel gata

Não votei na eleição do CAECO e depois do nível que chegamos nem vou votar…
Só queria ressaltar dois pontos:

– É o 3º ano meu na economia unicamp é nunca vi tanta repercussão sobre um texto de ordem feminista, eu que sempre achei que esse é um tipo de discussão que deveria ter muito, mas muito mais espaço na universidade pública, temo que assim como sempre ocorreu na história a mulher esteja mais uma vez sendo usado como instrumento político, massa eleitoreira e afins….enfim… fora que o instrumento de veiculação no período em questão e associação feita economíadas – atlética – oposição me parece meramente eleitoreira, o que me remete ao triste contexto eleitoreiro generalizado que se existe nesse país….sinceramente espero tá muito errado….
– Assim como o Renato César foi MUITO infeliz na sua colocação assim tb são as pessoas que estão promovendo a execração pública dele pelos mais variados meios….patético…(não conheço o cara, não converso com ele…mas essa eh minha visão).

Cordialmente,
Renan Ferreira

Que nojo destes comentários.
Mas nojo ainda das mulheres que se submetem a essas práticas machistas e aceitam, sem pestanejar, a função de objeto sexual e ser submisso que a sociedade, desde sempre, tenta lhe impor.

Se as músicas são apenas brincadeiras, por que então vocês não escrevem músicas xingando os homens e tirando sarro da sua virilidade tão necessária? Se é só uma brincadeira, por que são somente as mulheres que tiram a roupa e expõe seu corpo?

Parabéns as autoras do texto, por terem a coragem de criticar esse comportamento que de tão comum tornou-se um clichê – clichê que todo mundo aceita e não discute.

pô! imagina o agroboy tirando a roupa!!!
não ia rolar né?!?!?!

daí da idéia da mulherada tirando a roupa… mesmo assim nem todas! tem umas do caeco que deveriam colocar mais roupa ainda…. ao meu ver!

idiota igonrante!!! deve se sentir muito macho sendo tao retardado !!!!

concordo plenamente com vc aline

“As músicas têm o objetivo de incentivar a competição e a integração, nem de longe xingar e oprimir as mulheres”….
E o outro/outra dizendo que os jogos promovem a SAÚDE MENTAL?!

hahahahahaha AH VÁ!

Ótimo texto! Um tapa na cara desses babacas egocêntricos que acham que saúde mental e espírito de competição são promovidos em JOGOS UNIVERSITÁRIOS. Limitadinhos!

Tudo isso é muito ENGRAÇADO!!!

Tudo bem, podem falar q ninguém é obrigado a ler isso aqui,e bla bla bla, mas, sinceramente, VCS NÃO TEM MAIS O Q FAZER?

Gente, vcs estudam na Unicamp, uma universidade de ponta, e ficam aqui, com essa discussão mesquinha???

Pra mim, vcs são todos uns falso-moralistas, que PENSAM q são politizados!!

Vão estudar e honrar o ensino que vcs têm, pq o povo q paga a conta da sua universidade tá ralando, enquanto vcs ficam aqui inventando problemas!

Sou mulher e me envergonho, pq essas mulheres inúteis são mais machistas do que muitos homens!

Bando de babacas!

Tava demorando pra aparecer alguem com o famoso discurso “vcs tao na universidade pra estudar e nao pra pensar…”

Fica dificil a discussao aqui, vcs sao muito criancas e acham que podem tudo na internet.

Mas esquecem que o mundo inteiro tem acesso a esse conteudo, e, pro tal de Renato (e outros, obviamente) por muito menos muita gente se fudeu. Inclusive profissionalmente.

Seus nomes e opinioes estao gravados aqui pra sempre.

Abracos
Marcelo

se vc acha que defender discussões mesquinhas nao é aproveitar o estudo em “uma universidade de ponta” entao é vc que nao ta fazendo o dever de casa direito.
Caso vc nao saiba as universidades publicas servem como uma ligação direta com a renovação da sociedade. grandes mudanças surgiram de debates “mesquinhos” dentro das universidades publicas.
Nosso papel na sociedade enquanto estudantes de uma universidade publica é gerar mudança, nao reproduzir preconceitos

Sendo a resposta do ‘João06N’ (que infelizmente não conheço pessoalmente) claramente o único exemplo de racionalidade nesse “debate”, tomo a liberdade de reproduzi-la novamente para aumentar sua visibilidade – oculta por agressões gratuitas, demagogia e comentários non-sense. Segue.:

““Esta é uma situação diante da qual não podemos mais nos calar, achando que é natural. É preciso rompermos o silêncio, é preciso denunciarmos essas atitudes, boicotando esses tipos de eventos, pressionando e discutindo politicamente com e nessas entidades para mudarmos essa realidade bárbara.”

A gente sabe onde isso acaba. Me estranha propor como solução para toda essa discriminação já impregnada nas nuances mais singelas da nossa sociedade a reunião de uma meia dúzia de indivíduos que pensam de forma exatamente igual para discutir ad-eternum um problema trazido a tona por eles mesmos. A solução viria da não-ação, ficaria reservada ao debate. De novo, não sairíamos do lugar. O tempo passa e cada vez mais isso se revela como objetivo. (Ou o objetivo é a simples manutenção do “poder”? Entre aspas, claro, porque não há poder algum no CAECO. Me faz pensar…).

O grande problema dos revolucionários de hoje, que com tanta fúria põem em voga esse revoltismo forçado, é a completa inépcia ao propor ações, uma vez bem sucedidos em mapear a situação. As premissas levantadas são, até certo ponto, convincentes. Existe, de fato, uma contaminação machista dada por um patriarcalismo arcaico, enraizado no subconsciente, latente, que se reflete, algumas vezes de forma muito pouco sutil, nas diversas manifestações culturais. Entretanto, generalizar todo um evento e, por conseqüência, seus freqüentadores, a partir de fatos isolados colocados fora de contexto, me parece no mínimo injusto. Pra não dizer tendencioso e manipulador. Todo argumento que força o politicamente correto é inevitavelmente demagogo e cai nesse extremismo, sendo incapaz de enxergar o meio termo.

Indo além, não acharia nenhum absurdo dizer que é extremamente hipócrita pensar desta forma, sobretudo porque o grupo que se vale dessa argumentação muitas vezes combate, acertadamente, o mesmo tipo de preconceito em outros campos. Propor o boicote do evento popularmente conhecido por “Economíadas Caipira” partindo de três musiquetas bestas – que, diga-se, pouco contribuem para compor o cenário completo – é conceitualmente tão chauvinista quanto o próprio machismo em si. Se este, mesmo hoje, insiste em reduzir a mulher à reprodução e à submissão partindo do papel que ela desempenhou na sociedade ao longo da história, vocês reduzem o evento todo a um festival anual dos trogloditas, partindo de variáveis isoladas e pouco capaz de defini-lo. Falta conhecimento de causa, falta dados. Vocês não sabem o que é o “Economíadas”, seria capaz de supor que nunca foram. Se tivessem a mínima noção do que estão propondo boicotar, teriam pelo menos usado como argumento a festa do segundo dia. Mas vocês sequer sabem qual é, ou sabem? Pesquisem lá. Pode usar da próxima vez, essa fica de graça.

Eu trago, então, aos que lêem, uma nova proposta (sobretudo aos calouros e às meninas que escreveram o texto, pois, acredito, nunca foram): ao invés de boicotarem o “Economíadas Caipira” baseado nas impressões extraídas de elementos desconexos por outrem, vão aos jogos e tirem as suas próprias conclusões. Vocês passarão 4 ou 5 (ou 6, ou 7) anos dentro do Instituto de Economia tragando a força um pós-keynesianismo mal digerido, sem muito espaço para contestar, sem estímulo para pensar criticamente. Não se deixem conduzir para a mesma situação quando o assunto é infinitamente mais trivial.

Agora, minha crítica, alheia ao texto especificamente. Um problema deste tipo de argumentação é que ela se auto-sabota intencionalmente. É uma estratégia comum do radicalismo ideológico (afinal, por ser radical, a base de argumentação é fraca por essência). Ela propõe a discussão e, depois, pelo uso de uma retórica truculenta, afasta a idéia contrastante, esvazia a discussão saudável e induz a troca de farpas, mantendo no espaço político destinado ao debate (no caso, o CAECO) apenas o grupo situacionista. É uma medida violenta, mas eficaz. Neste aspecto, parabéns, foi bem sucedida, basta ver os comentários. Além disso, não deixa de me incomodar o contexto: agora, às vésperas da eleição, quando o pensamento que rege o CAECO finalmente tem adversários com alguma força política, o que pipocou de lenha pra essa fogueira não está escrito. Isso sem contar as medidas populistas (festa, TV, reforma) que tentam apagar dois anos de apatia. Parece uma clara estratégia desesperada de manutenção do poder. E não venham vocês também, meninas, com essa atitude “blitzkrieg”, de bater e tirar o corpo fora. Não venham dar de joão-sem-braço. Não pra cima de mim, eu sou doutor nisso. Todos essas recentes manifestações estão sim conectadas, esse cinismo malufesco não engana ninguém. Chego até a indagar se não há uma articulação maior por trás, porque não acredito que os calouros que compõem a chapa Prisma seriam capazes de algo tão baixo…””

Mesmo não tendo o hábito de babar ovo por escritos alheios, assino embaixo.

Abraço,
Martin

Oi Martin, tudo bem?

Como vc repetiu o comentario do rapaz, eu me reservo no direito de repetir o “comentario do comentario” que eu tinha feito.

“”Se atendo ao problema-raiz:
“Existe, de fato, uma contaminação machista dada por um patriarcalismo arcaico, enraizado no subconsciente, latente, que se reflete, algumas vezes de forma muito pouco sutil, nas diversas manifestações culturais”
Eh o cerne da questao toda, da polemica.
E ai, quais sao as propostas?
Bora fazer e pensar algo a respeito entao?””

Vini

A titulo de curiosidade, dos 55 comentários até o momento, contabilizam-se 16 non sense e/ou repetidos, 13 favoráveis as autoras e 26 contrários.

Pelos corredores do IE, o que aparentemente se observa (atenção ao ‘aparentemente’) é basicamente uma divisão entre pessoas que tem ‘vergonha alheia’ de se manifestar perante tamanha demagogia e pessoas que criticam abertamente o radicalismo fútil demonstrado – permeados por meia duzia de outliers que compartilham da mesma demagogia. Felizmente, os que se indignaram ao ler o comentário lamentável do tal Renato Cesar (que também nao conheço pessoalmente, mas, registre-se: alguns posts acima, o cidadão pediu desculpas pelo comentário) são maioria mesmo entre os que não concordandam com o maniqueismo das autoras.

Por isso, impressiona a habilidade das duas militantes em se queimar com o IE praticamente inteiro – especialmente após a deprimente cerimonia de humilhação publica conduzida ontem (20/6) a noite. Se a idéia era angariar apoio para a causa do feminismo e instalar esse debate dentro do IE, o resultado foi um retumbante fracasso. Talvez elas pudessem fazer mais pela causa abandonado-a ou indo para os bastidores, abrindo espaço para feministas com maior capacidade de articulação e convencimento – habilidades politicas imprescindíveis para expor de maneira inteligente uma causa tão delicada.

Abraço,
Martin

“se queimar com o IE praticamente inteiro”

Ai, gente! POXA VIDA, HEIN?! SE QUEIMAR COM O IE, MENINAS?! Que coisa trágicaaaaaaaa, meodeos, e agora?! E agora?! Como vocês viverão sem amigos, QUEIMADAS COM O IE (oi?)? É TÃO triste isso. Afinal de contas o que é o IE? Nossa, é um lugar incrível, que SUPER promove saúde mental em seus jogos (?) e faz cerimônia de humilhação pública porque essa opinião que provoca QUEIMAÇÃO COM O IE (hahahahahaha cêjura) deveria ficar nos BASTIDORES.

Olha, não tá fácil viver! Agora, então, que descobri o quanto é GRAVE E HUMILHANTE ter uma opinião contrária ao IE (ênfase nesse Instituto! Mais, mais, mais!), meu mundo caiu.

LEMBRETE AOS DESAVISADOS, APOLOGISTAS DAS BARBARIDADES!!!!

CONSTITUIÇÃO
Art. 5º Todos são IGUAIS perante a lei, SEM DISTINÇÃO de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à LIBERDADE, à IGUALDADE, à SEGURANÇA e à propriedade, nos termos seguintes:
I – HOMENS E MULHERES SÃO IGUAIS em DIREITOS e OBRIGAÇÕES, nos termos desta Constituição;
III – ninguém será SUBMETIDO a tortura nem A TRATAMENTO desumano ou DEGRADANTE;
IV – é LIVRE A MANIFESTAÇÃO DO PENSAMENTO, sendo VEDADO O ANONIMATO;
V – é assegurado o DIREITO DE RESPOSTA, proporcional ao AGRAVO, além da indenização por DANO material, MORAL OU À IMAGEM;
VI – é INVIOLÁVEL a LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA E DE CRENÇA, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;
VIII – NINGUÉM SERÁ PRIVADO DE DIREITOS por motivo de crença religiosa ou de CONVICÇÃO FILOSÓFICA OU POLÍTICA, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;
IX – é LIVRE A EXPRESSÃO DA ATIVIDADE INTELECTUAL, artística, científica e de comunicação, INDEPENDENTEMENTE DE CENSURA ou licença;
X – são INVIOLÁVEIS a intimidade, a vida privada, A HONRA e A IMAGEM das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo DANO material ou MORAL decorrente de sua violação;
XVI – todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente;
XLI – a lei punirá QUALQUER DISCRIMINAÇÃO ATENTATÓRIA dos direitos e liberdades fundamentais;

LEI MARIA DA PENHA
Art. 2º TODA MULHER, INDEPENDENTEMENTE de classe, raça, etnia, orientação sexual, renda, cultura, nível educacional, idade e religião, goza dos DIREITOS FUNDAMENTAIS INERENTES À PESSOA HUMANA, sendo-lhe asseguradas as oportunidades e facilidades para VIVER SEM VIOLÊNCIA, preservar sua saúde física e mental e seu APEFEIÇOAMENTO MORAL, INTELECTUAL E SOCIAL.
Art. 3º Serão asseguradas às mulheres as condições para o EXERCÍCIO EFETIVO dos direitos à vida, à segurança, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, à moradia, ao acesso à justiça, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à LIBERDADE, à DIGNIDADE, ao RESPEITO e à convivência familiar e comunitária.
§ 1º O poder público desenvolverá políticas que visem garantir os DIREITOS HUMANOS DAS MULHERES no âmbito das relações domésticas e familiares no sentido de resguardá-las de TODA FORMA de negligência, DISCRIMINAÇÃO, exploração, VIOLÊNCIA, CRUELDADE e OPRESSÃO.
§ 2º Cabe à família, à sociedade e ao poder público criar as condições necessárias para o EFETIVO EXERCÍCIO dos direitos enunciados no caput.
Art. 4º Na interpretação desta Lei, SERÃO CONSIDERADOS OS FINS SOCIAIS a que ela se destina e, especialmente, as condições peculiares das mulheres em situação de violência doméstica e familiar.

CÓDIGO PENAL
TÍTULO IV
DO CONCURSO DE PESSOAS
Regras comuns às penas privativas de liberdade
Art. 29 – Quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na medida de sua culpabilidade.

CAPÍTULO V
DOS CRIMES CONTRA A HONRA
DIFAMAÇÃO – Ocorre quando alguém ofende a reputação de outra pessoa, fazer comentários que visam exatamente difamá-la.
Art. 139 – Difamar alguém, imputando-lhe fato OFENSIVO À SUA REPUTAÇÃO:
Pena – detenção, de três meses a um ano, e multa.
INJÚRIA – Ocorre quando alguém ofende a DIGNIDADEe o decoro de outra pessoa, principalmente proferindo OFENSAS VERBAIS.
Art. 140 – Injuriar alguém, ofendendo-lhe a DIGNIDADE ou o decoro:
Pena – detenção, de um a seis meses, ou multa.
§ 2º – Se a injúria consiste em VIOLÊNCIA ou vias de fato, que, por sua NATUREZA ou pelo MEIO EMPREGADO, se considerem aviltantes:
Pena – detenção, de três meses a um ano, e multa, além da pena correspondente à violência.
§ 3º Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião OU ORIGEM: (Incluído pela Lei nº 9.459, de 1997)
Disposições comuns
Art. 141 – As penas cominadas neste Capítulo aumentam-se de um terço, se qualquer dos crimes é cometido:
III – na presença de VÁRIAS PESSOAS, ou POR MEIO QUE FACILITE a divulgação da calúnia, da difamação ou da injúria.
RETRATAÇÃO
Art. 143 – O querelado que, antes da sentença, se retrata cabalmente da calúnia ou da difamação, fica isento de pena.
Art. 144 – Se, de referências, alusões OU FRASES, se infere calúnia, difamação ou injúria, QUEM SE JULGA OFENDIDO pode pedir explicações em juízo. Aquele que se RECUSA a dá-las ou, a critério do juiz, não as dá satisfatórias, RESPONDE PELA OFENSA.
Art. 145 – Nos crimes previstos neste Capítulo somente se procede mediante queixa, salvo quando, no caso do art. 140, § 2º, da violência resulta lesão corporal.

CAPÍTULO VI
DOS CRIMES CONTRA A LIBERDADE INDIVIDUAL
SEÇÃO I
DOS CRIMES CONTRA A LIBERDADE PESSOAL
CONSTRANGIMENTO ILEGAL
Art. 146 – Constranger alguém, mediante violência ou grave AMEAÇA, ou depois de lhe haver reduzido, por qualquer outro meio, a capacidade de resistência, a não fazer O QUE ALEI PERMITE, ou a fazer o que ela não manda:
Pena – detenção, de três meses a um ano, ou multa.
Aumento de pena
§ 1º – A penas aplicam-se CUMULATIVAMENTE E EM DOBRO, quando, para a execução do crime, se reúnem MAIS DE TRÊS PESSOAS, ou há emprego de armas.
§ 2º – Além das penas cominadas, aplicam-se as correspondentes à violência.
AMEAÇA
Art. 147 – AMEAÇARr alguém, por POR PALAVRA, escrito ou gesto, ou qualquer outro meio simbólico, de causar-lhe MAL INJUSTOe grave:
Pena – detenção, de um a seis meses, ou multa.
Parágrafo único – Somente se procede mediante representação.

TÍTULO IX
DOS CRIMES CONTRA A PAZ PÚBLICA
INCITAÇÃO AO CRIME
Art. 286 – Incitar, PUBLICAMENTE, a prática de crime:
Pena – detenção, de três a seis meses, ou multa.
Apologia de crime ou criminoso
Art. 287 – Fazer, PUBLICAMENTE, APOLOGIA DE FATO CRIMINOSO ou de autor de crime:
Pena – detenção, de três a seis meses, ou multa.

cadeia neles !

O mais MARAVILHOSO disso tudo (difícil escolher apenas UM ‘primeiro lugar’) é dar uma olhada nos posts desse blog que leva o nome do CAECO. Quaaaanta audiência, hein?! Bem se vê que a galera que curte praticar saúde mental nos joguinhos tá sempre por aqui, debatendo os assuntos, fazendo lindos comentários tão bem elaborados. Número de comentários dos posts anteriores: zero, zero, um, doooois (opa \o/). Mas aí vem um texto que faz algumas alunas se QUEIMAREM COM O IE (AMO essa expressão a partir de agora!) e, UALÁ, todo mundo aqui divulgando saúde mental e humilhação pública, além da digníssima ideia de que certos assuntos devem ficar nos BASTIDORES.

Tem como não AMAR esse texto brilhante? Não restam dúvidas do quanto ele é BOM, do quanto PROVOCA. E não é por ser polêmico, radical (alô, interpretação de texto! Uma ajuda aqui, por favor), é porque é BOM, é verdadeiro e CORAJOSO!

Você não assina suas postagens. Seus argumentos são inválidos.

RISOS!

Ao anônimo: identifique-se, covarde! Ou, no minimo, escreva algo melhor que essa transcrição de teatrinho retardado tipicamente protagonizado por crianaçs de 11 anos enfrentando os pais. Sem mais.

A “R.A. Picoli”: o artigo 146 aplica-se exatamente ao episódio em que os “militantes” se uniram com o objetivo de confrontar o cidadão que postou a frase lamentável; o paragráfo primeiro desse mesmo termo dá o agravo. O artigo 147 também aplica-se. Além desses, cito:

Exercício Arbitrário das Próprias Razões

Art. 345 – Fazer justiça pelas próprias mãos, para satisfazer pretensão, embora legítima, salvo quando a lei o permite:
Pena – detenção, de 15 (quinze) dias a 1 (um) mês, ou multa, além da pena correspondente à violência.
Parágrafo único – Se não há emprego de violência, somente se procede mediante queixa.

Além disso, acho curioso que em diversos episódios protagonizados por essas mesmas pessoas (ao que tudo indica), insistia-se na teoria de que a “luta” era política e não legalista (e, por isso, ‘pau no cu da lei’), e, agora, el@s viraram legalistas de repente. Coerência, a gente vê por aqui.

Como vc garante que sao as mesmas pessoas que defendem o lado “luta politica” e o lado “legalista”?

As pessoas podem defender as mesmas causas com diferentes argumentacoes.

Ainda falta responder a minha questao inicial, vc e o “JOAO06N”, a qual reproduzo aqui pela terceira vez:

JOAO06N disse: “”Se atendo ao problema-raiz:
“Existe, de fato, uma contaminação machista dada por um patriarcalismo arcaico, enraizado no subconsciente, latente, que se reflete, algumas vezes de forma muito pouco sutil, nas diversas manifestações culturais”

Eh o cerne da questao toda, da polemica.

E ai, quais sao as propostas?
Bora fazer e pensar algo a respeito entao?””

Vini

Não garanto que são as mesmas pessoas, dai o cuidado de citar ‘ao que tudo indica’ quando escrevi.

Não tenho nenhuma propsota a respeito, mas, se lhe convier, vc pode considerar a minha idéia de “como não fazer” como uma proposta.

Desculpe, com todo respeito, mas para discordar de um idéia, eu não preciso dar outra em substituição. Posso discordar mesmo sem sugerir outra solução. Não sou versado no tema, por isso não me acho em condição de propor uma ideia de como abordar a causa, como melhorar o ambiente dos jogos nem de como as nossas colegas feministas deveriam fazer para melhorar o apoio a causa.

Abraço,
Martin

Já respondi, procura mais pra cima, no meu comentário original.

Martin,
O recado foi aos DESAVISADOS, eles ou elas, INDISCRIMINADAMENTE:

A propósito
CÓDIGO PENAL
art. 25
entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente dos meios necessários, repele INJUSTA agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem.

R.A Picoli:

Legítima defesa não se aplica. Só é válido para evitar uma agressão ou minimizar os danos quando ela é iniciada. Ou seja, se você tivesse impedido o cara de postar o comentário à força, seria um tipo de legítima defesa. Ir atrás do cidadão, em grupo, dias após o ocorrido é exercício arbitrário das próprias razões.

Martin, um dúvida completamente respeitosa, porque pra mim não ficou claro: você reconhece o problema do machismo, correto? Como você acha que deveria se combater isso? É um problema procedente na sua opinião?

Armando;

Sim, reconheço o problema.

Não sei como combater por que não tenho conhecimento de causa o bastante. Mas olhando em volta, o que se observa é que o problema do machismo hoje é apenas um resquicio do que já foi décadas atrás.

E sim, acho procedente.

Abraço,
Martin

Bom, é um problema. Precisa ser combatido. Mesmo que seja um problema relativamente menor que no passado, em absoluto pode ser (e creio que seja) ainda muito presente. Dado que você não tem uma sugestão de solução para o problema, e considero lícito isso, por que seria um problema as meninas, dado que foram claramente vítimas dessa opressão, constrangerem o opressor delas? Imagino que não seja razoável defender um suposto (e tresloucado) “direito de opressão” nem mesmo um “passe livre pra oprimir”. Elas procurarem o cidadão pra pedir uma retratação realmente é uma ofensa?

Armando;

A maior parte do conteúdo desse tópico é uma distorção em maior ou menor grau da realidade. Entre todas essas visões distorcidas, você tocou num ponto que acho interessante.

A opressão que elas sofreram não foi pelo fato de serem feministas. Não foi pelo fato de serem mulheres. Não foi pelo fato de serem calouras do pessoal 08 pra trás. Também não foi pelo fato de terem uma visão politica de esquerda ou de critica ao sistema capitalista. Nada disso.

Elas foram destratadas por terem estereotipado de maneira grotesca e acintosa o instituto de Economia, os jogos, as festas, as empresas privadas, a Atletica e seus mebros, o evento Economíadas e todos os seus frequentadores. Na opinião delas, todas essas entidades, eventos e pessoas que os constituem fazem parte de uma enorme conspiração machista cujo objetivo último é “subjulgar” (sic) as mulheres.

Daí – e apenas daí – veio a opressão. Mesmo porque, atribuir essa opressão a visão política delas ou ao fato de elas serem mulheres e feministas implica que o IE é composto de trogloditas machistas – a maior parte deles com tendências a praticar o estupro nas festas universitárias. Por absurdo, fica descartada essa hipótese.

Abraço,
Martin

Martin, posso estar errado, mas vc acabou de inventar a “opressão justificável”? Funciona como “ela estava pedindo” ou algo assim? Por mais infiel que possa se considerar a descrição delas desses eventos e situações elas nao ofenderam ninguém. É direito delas dar sua visão sobre a situação e uma sugestão de solução. Me estranha que isso tenha causado tamanho furor e resposta de gente que se sentiu pessoalmente ofendida e encontrou nisso a justificativa para cometer absurdos pessoalmente dirigido a elas.

O maior absurdo disso tudo é o fato de duas alunas que nunca foram a jogos, nunca treinaram nada pela faculdade virem falar um monte de inverdades! Concordo com a posiçao dos canticos serem machistas, mas como sugerido por alguém aqui por cima, pq não entoar cantos que denigrem o homem e não a mulher. Poxa apenas transfeririamos o julgamento, pq ao invés de machismo vcs acusariam de homofobia! ou vc enaltece ou denigre, vcs não entendem isso e a forma como funciona por que nunca estiveram lá. Não ofendemos um cara da FEA USP RP ao falar que ele só está lá pq desistimos daquela vaga, o cara leva numa boa, faz parte do jogo. Toda pratica esportiva (universitária ou profissional) e o clima de competição nela embutido fazem com que surjam oportunidades de superar seus adversários, talvez muitos aqui não entendam isso por só ter “camaradas” e imaginar que o mundo não deva ter competição (ah e com crtza vao copiar este trecho e me chamar de porco capitalista, falando que eu penso que a sociedade deva ser uns se sobrepondo aos outros, na lei do olho por olho, dente por dente).
Competir seja na vida ou nos esportes está relacionado à ética neles embutida. Vc pode tentar até humilhar seu adversário (algo que “vermelhos” tentam fazer com eficácia) mas dentro de uma ética inconsciente. Há um ponto a se parar. A mina da FACAMP não vai virar prostituta ou eventualmente deixar de se-la por um cântico de faculdade. Cantar contra outrem pode até ser saudável, facilitar a integração dentre as faculdades, com pessoas que são diferentes de vc! Os senhores que aqui defendem esses absurdos ditos pelas duas alunas pregam isso. A menina da FEA UNICAMP é o maior exemplo, como dito uma vez existe um ponto que vcs nao sabem descobrir que não são donos da verdade, que não fazem tudo que é certo, que o resto da sociedade pode sim encarar certas coisas de forma diferente. Um ponto que merece equilíbrio e sensatez pra assumir que estava errado.
Não estou debatendo a questão feminista e etc, mas soa interessante dizer que por que se preocupam tanto com a questão feminista no canto “pinga, maconha, mulher e putaria!” se há na frase apologia ao uso de drogas! isso é grave mas não é em nenhum momento debatido por vcs, a sociedade, em geral, tbm está de um lado contrário do de vcs. E ae qual a posição de vcs? falem do problema social? da questão do uso de crianças no tráfico de drogas? isso não é levantado, não é debatido! Vcs não tem coragem, ou não veem problema nisso. Então empunhem a bandeira da marcha da maconha. É fácil falar de um assunto que se julgam vitímas né?! mas pq não falam de um em que são os criminosos?
Volto a dizer, a declaração do Renato foi infeliz, talvez não devesse ter se expressado daquela forma, mas vcs mesmos defendem a liberdade de expressão e usam do mesmo recurso ao falar coisas à merce da própria vontade, sem embasamento científico nenhum. Por que não assumem que estavam errados na questão das câmeras no campus da UNICAMP, já que as mesmas diminuíram os índices de estupro e assalto a carros dentro do campus!
Da mesma forma qual o problema de beber cerveja, esta fazendo apologia ao machismo como dizem. Aliás pelo que estou vendo vcs não bebem cerveja, não fumam maconha, não devem assistir televisão, não entram em competição (esportiva ou não). Acho que temos dois casos de beatificação! ah mas provavelmente vcs são contra a Igreja Católica tbm neh, nossa não são seres humanos! seriam divinas? cabe a dúvida, há alegria aí tbm? porque as meninas corrompidas pelo machismo parecem conquistar seu espaço muito mais facilmente no mundo machista do que atacando! interajam, não é crime conversar com os outros que não seguem seus ideais.
Só pra terminar, se amanhã aparecer qualquer tipo de repressãozinha no IE comigo, assim como fizeram com o Renato, não terei a mesma calma e paciência que ele. A opressão de vcs é ridícula, é exatamente o que pregam contra. Mas é algo a se pensar, por que usam tantos recursos que são contra? que atacam os outros?
Acho que a resposta é tema para outro texto sub o título de “A hipocrisia vermelha”.
E por favor, sejam machos e fêmeas, homens e mulheres, seres humanos o suficiente pra se identificarem ao comentar aqui. Porque fica ridículo pros dois lados esses post’s agressivos e sem embasamento protegido pela capacidade de sigilo!

Caloura pucquiana

Da pucquiana já comi o cu
Seu peito mole cansei de chupar
69 a gente faz no chão
De qualquer jeito, ela quer me dar

Chupa meu pênis, igual chupa caju
Ô pucquiana você quer me dar o cu
Ô pucquiana você quer acabar comigo
Quer que eu foda seu umbigo
Só pra variar

Caloura pucquiana, você não sente dor
Não tenho tanta porra
Não sou fornecedor

Calma, os comunas se acham os donos da verdade e você vê isso como um problema. Ao mesmo tempo, você QUER e inclusive PEDE que eles dêem resposta pra tudo????

Não te parece meio lógico (perdão do trocadilho) que é papel de quem identificou e se incomoda com a situação propor alternativas lúcidas pra revertê-la? Quando na história isso partiu do grupo que não se sente atingido?

Mas, João06N, a solução delas é clara. Discutir termos aceitáveis para participação sem opressão nesse espaço esportivo, mesmo que isso preciso ser feito ao custo da participação nos jogos por um período. Inclusive não há radicalismo nisso. A sugestão não é a extinção da liga das economíadas e perseguição dos seus responsáveis.

Não consigo entender como você pode defender os tais hinos, se admite que eles são machistas, e, portanto, opressores. E se já concordamos com isso, precisamos procurar novas formas de interagir! Acho muito engraçado como é colocado aqui que a mulher deve baixar a cabeça para tais agressões morais a fim da tão aclamada integração! Da mesma forma, é defendido o trote: os bixos devem respeitar seus veteranos, deixar que cuspam cerveja neles, para no ano seguinte poderem cuspir na cara dos mais novos. Oi? Sim, eu vejo vocês defendendo que é preciso se conformar com essas práticas ridículas para ter amigos na faculdade. Sinceramente, isso não é brincadeira, não é amizade, é necessidade de auto-afirmação, é doentio. O que defendo, então? Que as pessoas possam interagir umas com as outras sem essa necessidade de hierarquias, vamos conversar de igual para igual, ir em festas e beber cerveja de igual para igual. Sim, é possível se divertir sem ter que humilhar outros!
O que estou propondo aqui não é vamos ser todos politicamente corretos e ficar tomando chá em casa. Quer beber, fumar, transar, ótimo! Mas seja respeitoso com os outros! Afinal, durante o debate eleitoral, a sua chapa defendeu a integração e discussão entre pessoas diferentes, com as mais diversas opiniões. Então vai aí minha dica para que isso seja possível: comece a tratar qualquer um como seu igual, isto é, como ser humano, não importa se é mulher, homossexual, bixo, etc. Como aqui estamos discutindo mais especificamente o machismo, vai minha dica especial: pare de tratar a mulher como objeto a ser consumido (como sugere o hino “pinga, maconha, mulher e putaria”) e passe a tratá-la como gente.
Na questão específica dos jogos, eu tenho exatamente a mesma coisa a dizer. A competição pode até ser benéfica no sentido de estimular o esporte, mas não pode nunca ultrapassar seus limites e tornar-se uma justificativa para excluir os “ruins” dos treinos, ou humilhar os outros. Pode até te parecer inofensivo chamar a garota da FACAMP de puta, mas é da naturalização disso que coisas mais graves podem acontecer, como brigas, estupros, “rodeio das gordas”… Minha sugestão? Enxergue os jogos não como algo a se ganhar, mas como um momento para conhecer gente e jogar simplesmente pelo prazer de jogar. Vamos fazer com que os Economíadas sejam o que a Marina Marques falou: “promove a prática esportiva, o espírito de equipe, fair play, integração, disciplina, assim levando a melhoria da qualidade de vida, saúde física e mental e lazer para os alunos? E não só para os alunos, porque os moradores das cidades que são sede do evento também vão assistir aos jogos, e isso para mim é uma forma de estímulo ao esporte no município”. Tenho certeza que se chegaria muito mais próximo deste objetivo se se começasse a respeitar as minorias dentre os estudantes do IE e estudantes de outras faculdades. E para isso, minha dica é, em primeiro lugar, descartar estes hinos ridículos.
Quero deixar bem claro que não sou contra jogos, maconha, cerveja em sua essência. O problema específico que você citou quanto a maconha, minha resposta é simples: legalização. Agora, eu fico me perguntando, qual a solução que você aponta e o que tem feito quanto a isso? Por acaso você participou da Marcha da Maconha (já que, me corrija se eu estiver errada, você é a favor da legalização)?
E outra coisa: as câmeras. Se informe! Somente neste semestre foram 13 casos de estupro na Unicamp, mesmo número de 2010 inteiro (contabilizando apenas os casos em que foi feito B.O. tanto para 2010 quanto para 2011).
Por fim, deixe dessa de falar vermelhinho pra cá, comuna pra lá, isso só mostra seu tom preconceituoso, intolerante e perde muito dos seus argumentos. E quanto aos acontecimentos da noite de segunda, eu não vou comentar, pois não estava presente.

O que ela disse. Sem mais nem menos.

Fico feliz em saber que ainda posso confiar neste Instituto que tanto defendi e nesta universidade única no mundo!!!

Vejo que a maioria são críticas a essas baboseiras…

Muito bom… espero que essas moças pensem melhor antes de escrever estas besteiras!!!

Bando de HIPÓCRITAS!!!

Quanto mais fundamente penso, mais
Profundamente me descompreendo.
O saber é a inconsciência de ignorar…

Só a inocência e a ignorância são
Felizes, mas não o sabem. São-no ou não?
Que é ser sem o saber? Ser, como a pedra,
Um lugar, nada mais.

Quanto mais claro
Vejo em mim, mais escuro é o que vejo.
Quanto mais compreendo
Menos me sinto compreendido. Ó horror
paradoxal deste pensar…

Armando;

Não, não é uma ‘opressão justificável’ e nem funciona no esquema ‘elas estavam pedindo’. Funciona mais no antigo esquema de ‘quem fala o que quer, escuta o que não quer’.

Não estou de maneira alguma defendendo ou justificando os comentários ofensivos e/ou racistas. Só estou dizendo que entre as pessoas que se manifestaram contrariamente ao texto e de maneira civilizada (e maneira civilizada inclui, para o completo desespero de uns e outros, o uso de anedotas), a quase totalidade delas o fez por ter se sentido de alguma maneira atacadas pelos estereótipos imbecis propostos.

Ou você acha que alguém que desdenhe, ridicularize, acuse, difame e proponha ações no sentido de prejudicar instituições/pessoas não possa ser recriminado devido ao direito de “dar sua visão sobre a situação e uma sugestão de solução”?

Notando que um ataque não deixa de ser um ataque só por que foi escrito com palavras educadas. As autoras precisaram de 50, 60 linhas para “xingar” as pessoas da atlética e os frequentadores dos jogos. Outras pessoas usaram só 2 linhas para xinga-las (essa vez, com justiça, sem aspas. Diversas ofensas foram abomináveis.) de volta. É algo que acontece quando o caminho escolhido para expor uma causa é demasiadamente radical, embora não deixe de ser de certa maneira injusto.

Assim sendo, é aceitável a frustração pela intolerância alheia. Mas não é aceitável, de maneira alguma, a frustração pelo fracasso da iniciativa de começar o debate.

Quem começa uma conversa tomando para si toda a razão e reservando ao interlocutor apenas o direito de mudar de opinião não merece sequer mínimo crédito.

E o mundo do politicamente correto é muito chato, tá louco.

Abraço,
Martin

Nível Mad Max de civilização.

Politicamente correto: uma questão de referencial. Mas já que você é um re-bel-de ao melhor estilo Rafinha Bastos, te faço uma sugestão:

Porque você não chupa um pinto, ou vai dar a bunda para um cara que considere bem bonito, cheira uma bela duma farfa, grava tudo em vídeo e manda para seus pais? E escreve um bilhete assinado assim:

“Papai, mamãe, avós e tios: isso é só uma brincadeira. O politicamente correto é muito chato!

Beijos,

Martin”

Me conte os resultados depois.

Beijo gostoso,

Laerte

Olha o nível da conversa do babaca. É com esses argumentos que você quer respeito? É com esses argumentos que vc quer defender a causa? Lamentável.

Abraço,
Martin

E esse moralismo do menino Martin? Ontem foi deve ter sido dia de colonoscopia! há!
Beijos,
Glauco

Deixa de jogar conversa fora…

Ou é politicamente incorreto, ou não é!

E NÃO ME VENHA COM PORÉNS! Um menino indiscreto como você deve se deliciar com os “por em’s”, simples assim.

Beijos molhados de batom,

Laerte

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