Jornal do CAECO

Resposta à Carta de Diálogo

Posted on: 05/11/2010

À Comunidade Acadêmica do IE

 Venho à presença de todos relatar que recebi nesta data uma delegação das três entidades representativas dos estudantes de graduação do IE (Caeco, Atlética e Econômica). Na reunião, que transcorreu das 11:30h às 14:00h e que contou com a presença do Diretor Associado e de representantes da Comissão de Graduação, foi-me entregue uma carta assinada pelas três entidades (que reproduzo em anexo) contendo “cinco questões essenciais para o corpo discente nesse momento”.

Após a leitura dos cinco pontos pelo representante do Caeco, foram feitos esclarecimentos e assumidos compromissos que passo a relatar, depois de dividir os assuntos em dois grupos de questões: as mais atinentes à vida interna do IE (pontos 2, 3 e 4 da carta das três entidades) e aquelas que se encontram na alçada das instâncias superiores da Universidade e que envolvem outras Unidades (pontos 1 e 5 da mesma carta).

Assessoria jurídica e apoio institucional aos membros do Caeco. Nunca houve e não haverá qualquer intenção de colocar alunos do IE em situação de risco de qualquer natureza. Pelo contrário, tudo que fiz desde que recebi a solicitação do Procurador Geral da Universidade foi com o intuito de protegê-los. Neste sentido, reafirmo compromisso que já assumi anteriormente com representantes do Centro Acadêmico de garantir todo o apoio institucional necessário à proteção dos alunos. Aproveito para deixar claro que informei nomes da atual diretoria do Caeco na certeza de que estes, na condição de legítimos representantes dos alunos, são as pessoas indicadas para atestar que não houve qualquer envolvimento do IE na promoção do “Encontro de Baterias” realizado em 2009. Para não haver dúvida, antecipei esta informação na minha carta-resposta à Procuradoria.

Garantia de que não haverá punição ou perseguição. Tendo em vista garantir que as atividades letivas não sejam prejudicadas, tão logo sejam retomadas as aulas a Comissão de Graduação emitirá circular a todos os professores e alunos propondo formas que permitam a reposição de aulas e a realização de outras atividades (provas, trabalhos, seminários) que não puderam ser realizadas, de modo que não haverá motivo para punições ou perseguições. Ademais, seguindo a tradição do IE, a manutenção do diálogo aberto e das práticas democráticas é do interesse de todos.

Reconhecimento da legitimidade do movimento discente. O fato de ter mantida a Direção aberta para receber os representantes discentes e manifestações individuais de alunos durante todo o tempo, inclusive contribuindo com a circulação de informações, testemunha meu reconhecimento sobre a legitimidade deste movimento que nasceu fruto de uma preocupação sincera dos alunos com a possibilidade de que colegas fossem prejudicados. Reafirmo que esta possibilidade nunca foi aventada, de modo que o que se sucedeu foi produto em grande medida de falhas de comunicação. Tivesse esta reunião de hoje com representantes discentes ocorrido na segunda-feira passada como eu pretendia, estou certo que outro teria sido o encaminhamento. Embora o motivo que mobilizou os alunos tenha sido nobre, reafirmo minha convicção de houve instrumentalização política do problema. Da experiência emerge o compromisso de criar um sistema de comunicação mais direto e eficiente entre Direção e corpo discente, com a participação da Comissão de Graduação. Quanto à solicitação de pedido de desculpas aos pós-graduandos Armando e Daniel, não cabe. Da minha parte, não desferi ofensas pessoais a nenhum dos dois. O que há, isto sim, são profundas diferenças de posturas políticas.

Pontos de alçada externa ao IE (boletim de ocorrência e liminar). O encaminhamento das solicitações sugeridas nos pontos 1 e 5 da carta assinada pelas três entidades, do meu ponto de vista é completamente inócuo. As questões envolvidas são complexas e envolvem um processo que vem se arrastando por anos, com crescente acirramento entre as partes (estudantes e vizinhos da Unicamp), culminando em uma situação concreta em que na posição de réu se encontra a Universidade, com as conseqüências nefastas indesejadas por todos. O compromisso que assumo publicamente é o de me empenhar no sentido de tentar construir uma saída apoiada no diálogo, que contribua para neutralizar a ameaça à autonomia da Universidade. Neste sentido, também na tarde de hoje o Procurador Geral da Universidade esteve no IE das 16:30h às 17:30h em uma reunião com representantes das três entidades visando esclarecer suas dúvidas. Depois de responder todas as perguntas, o Dr. Otacílio deixou claro o empenho da Universidade para arquivar o inquérito referente ao Encontro das Baterias-2009 e para construir uma solução para o problema das megafestas no campus, bem como se comprometeu em prestar o apoio jurídico solicitado pelos estudantes.

 Direção do IE, 03 de novembro de 2010                              Prof. Mariano Francisco Laplane

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