Jornal do CAECO

Cronologia da Greve 2010

Posted on: 03/11/2010

Quinta-feira, 21 de outubro de 2010

1. Policiais Militares, em 3 viaturas, foram ao IFCH com liminar que permitia apreensão de qualquer material que se interpretasse como indício de festa nas dependências da Unicamp.

Sexta-feira, 22 de outubro de 2010

1. Orlando procura, informalmente, membros do Centro Acadêmico e Atlética perguntando a composição das gestões de 2009 e 2010. O propósito manifestado era manutenção de contato.

2. Após conseguir tais informações, comunica que se trata de uma solicitação da Polícia Civil.

3. Armando, Daniel, Carolina e Diego, preocupados com a questão, procuram se informar com o Orlando, pedindo para copiar os documentos apresentados anteriormente aos alunos. Orlando afirmou precisar da anuência do diretor. Três desses alunos (Diego ausentou-se) foram chamados para uma reunião informal com o Prof. Mariano Laplane.

4. Na reunião, prof. Mariano Laplane disse que estava obrigado a enviar os nomes dos responsáveis pela organização da festa “Encontro de Baterias”, que se realizou em Novembro de 2009. Como sabia que a bateria era de responsabilidade da Atlética, os nomes que e enviaria eram dos diretores presidente e financeiro da entidade (Matheus(Tintin) e Rafael(Agroboy).

5. Armando e Daniel pediram uma cópia dos documentos referentes ao caso. Após conseguirem os ofícios da Polícia Civil e da Procuradoria Geral da Unicamp, encaminharam-nos ao grupo caeco2009, juntamente com relato do ocorrido. O e-mail foi repassado para diversos grupos do IE e da Unicamp. 

Durante o final de semana, foi marcada Assembléia dos Estudantes para segunda-feira ao meio-dia, para que os 2 estudantes da Atlética fossem para uma reunião com o diretor já com o respaldo de uma assembléia.

 

Segunda-feira, 25 de outubro de 2010.

1. Foi-nos informado que Tintin e Agroboy teriam reunião com o Prof. Mariano Laplane às 17h30.

2. Ao meio-dia, como agendado, realizou-se a Assembléia. Nela, decidimos paralisar o Instituto para que os estudantes pudessem participar de manifestação em frente à sala onde se reuniria a Congregação, com o objetivo de conseguir que o Prof. Mariano Laplane se comprometesse formalmente a não enviar nenhum nome à Procuradoria Geral da Unicamp.

3. Às 14h30, depois de iniciada a reunião da Congregação, pouco mais de uma centena de estudantes reuniram-se em frente à sala 3.

4. O Prof. Mariano Laplane compareceu à porta da sala e comunicou que havia barulho. Uma representante dos estudantes, Daphnae, foi destacada para dialogar com o professor, informando-o das razões que nos levavam àquela mobilização. Pediu-se para ler uma carta e para que ele se comprometesse em não enviar nenhum nome.

5. O Prof. Mariano Laplane argumentou que, se não tínhamos confiança nos representantes discentes na Congregação, poderíamos indicar um aluno para participar da reunião e ler a carta no momento conveniente.

6. Recusou-se a proposta, pedindo para que a reunião fosse pública. O Prof. Mariano Laplane afirmou que o espaço físico em que se realizava a Congregação não comportava aquela quantidade de estudantes. Pediu-se para que pudessem entrar quantos coubessem. Ele negou. Sugerimos, então, que a reunião fosse transferida para o auditório, o que foi imediatamente recusado pelo diretor, que retornou à sala, fechando a porta.

7. Continuamos em frente à porta e decidimos destacar três estudantes, representando cada uma das entidades estudantis (Jéssica, Robinson, Rafael(91)), para entrar na Congregação e apresentar a carta. Os três foram prontamente barrados pelo Orlando e saíram da sala, seguidos pelo Prof. Mariano Laplane.

8. Novamente, sugerimos que a Congregação fosse realizada no auditório, sugestão mais uma vez recusada. Ao tentar fechar a porta, houve disputa entre o Prof. Mariano Laplane e um estudante, com acusações recíprocas de truculência.

9. O Prof. Mariano Laplane retornou à sala, fechando a porta. Em coro, repetimos palavras de ordem em resposta à truculência com que foi tratada a questão. Frustrados na nossa intenção de conseguir que o Prof. Laplane se comprometesse a não enviar nenhum nome à PG, decidiu-se trazer a bateria para a porta da sala da Congregação. Como decidiu-se em assembléia, caso o diálogo falhasse, seria feito um protesto.

10. A bateria começou a tocar e logo em seguida foi encerrada a reunião da Congregação. Os professores saíram da sala abrindo espaço, agressivamente, entre os estudantes. À sua volta, a bateria tocava e os estudantes repetiam palavras de ordem.

11. Os estudantes se reuniram novamente em Assembléia e votaram greve e piquete no Instituto de Economia caso o Prof. Mariano Laplane não se comprometesse a não entregar nenhum nome. Nova Assembléia foi marcada para o dia seguinte, ao meio-dia.

12. Depois de nova tentativa frustrada de alguns alunos em dialogar com a direção, uma comissão de alunos foi recebida. Mais uma vez não houve compromisso da direção de não passar os nomes. O diretor disse que a decisão seria feita de acordo com sua consciência. Tendo falhado mais esta tentativa, entrou-se em greve.

13. Foi publicada circular da direção, em que era narrada a versão da direção sobre os fatos ocorridos no dia.

14. Os estudantes responsáveis pela Atlética em 2009, Matheus (Tintin) e Rafael (Agroboy) que teriam seus nomes indicados para a PG, participaram de reunião com o Prof. Mariano Laplane, a portas fechadas, onde foram informados de que seus nomes não seriam enviados. 

15. Reunião de uma comissão contra criminalização de festas no campus, ligada ao DCE foi convidada para ser feita, à noite, extraordinariamente no IE, como atividade uma vez que houve interrupção das aulas.

16. Durante a noite, houve reunião para avaliar os acontecimentos e ações do dia e programar as atividades do dia seguinte, apenas com alunos do IE.

 

Terça-feira, 26 de outubro de 2010.

1. Pela manhã, alunos foram designados para escrever uma carta em resposta à versão distribuída pela direção. As 3 entidades estudantis do IE também se reuniram para divulgar uma carta sobre os acontecimentos da segunda-feira.

2. Ocorreu nova Assembléia, na qual se notificou que a direção não havia passado os nomes da Atlética a Reitoria. A greve foi mantida, por votação, em protesto à forma autoritária que a questão vinha sendo levada pela direção e demais instâncias da Universidade. Uma nova assembléia ficou marcada para a 4a-feira da semana seguinte, 03 de Novembro.

3. No início da tarde, como atividade de greve, acompanhou-se ato em frente à reitoria, contra a liminar que proíbe e transforma em assunto de polícia a realização de festas no campus.

4. A mobilização de estudantes retornava ao IE quando se soube que a direção emitiu novo comunicado à comunidade do IE. Nele, o diretor confirmou que não havia passado os nomes da Atlética à reitoria, afirmando que não se faria nada sem antes conversar com os interessados. Contudo, na mesma circular, afirma ter repassado nomes da gestão atual do CAECO. Nenhum dos estudantes em questão teve oportunidade de conversar com o diretor antes de sua decisão. Disse ainda que havia repassado os nomes dos estudantes, sabendo, ao que lhe constava, de que eram inocentes.

5. Quatro membros do CAECO foram conversar com a direção, por iniciativa própria, para confirmar os nomes repassados e os termos em que isso tinha sido feito. O diretor lhes disse que passou 4 nomes à reitoria e que havia procedido de maneira similar a outros diretores de instituto, inclusive com a ressalva de que, no seu entendimento, eram inocentes. O documento acusando envio dos nomes foi mostrado a estes alunos.

6. Como atividade de greve, no fim da tarde, fez-se uma aula pública com os profs. Plínio de Arruda Sampaio Jr. E Cristian Castillo (da Universidade de Buenos Aires) com o tema: “Projeto de Universidade e movimentos na França e Argentina”.

7. No fim da noite houve reunião dos estudantes para organizar a programação do dia seguinte.

 

Quarta-feira, 27 de outubro de 2010.

 1. No período da manhã foram montadas comissões para elaborar cartas em resposta aos novos acontecimentos de 3a-feira, bem como reunião para organização das reivindicações de greve.

2. No início da tarde realizou-se uma reunião, contando com alunos das 3 entidades estudantis e demais alunos interessados sobre os problemas do IE.

3. Armando e Jéssica fizeram reunião com o Chefe de Gabinete do Reitor, Prof. Anido, onde confirmou-se que os nomes indicados pelo prof. Laplane seriam enviados à polícia. O prof. Anido ainda atestou que apenas 2, entre todos os institutos envolvidos tinham respondido à solicitação da Reitoria: A Biologia (afirmando que lá não existe Bateria) e a Economia, com 4 nomes do CAECO.

4. Por volta das 18h a carta de reivindicações foi assinada pelas 3 entidades estudantis do IE.

5. No horário letivo do noturno promoveu-se uma discussão sobre a greve e os acontecimentos desde 6a-feira.

6. Foi solicitada reunião com o diretor na 4a-feira para discussão das reivindicações com a presença das 3 entidades estudantis.

 

CAECO 2010

Despertar é preciso.

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1 Response to "Cronologia da Greve 2010"

Parabenizo os autores da cronologia. O esforço de prestar informações com este detalhamento é louvável, independentemente da posição individual perante os motivos ou os meios da mobilização ocorrida.

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