Jornal do CAECO

Carta de apoio à greve dos funcionários das universidades estaduais paulistas

Posted on: 30/06/2010

Campinas, 29 de junho de 2010,

O Centro Acadêmico dos Estudantes de Economia da Unicamp (CAECO) vem tornar público o seu apoio à greve dos funcionários das três estaduais paulistas pela isonomia e pelo aumento salarial.

Entendemos que a greve dos funcionários ocorre num momento de grande dificuldade, quando outros movimentos sociais de trabalhadores no estado de São Paulo (como no caso da greve dos professores da rede estadual e do Judiciário paulista) foram e estão sendo atacados e levados à ilegalidade.  As eleições, a copa do mundo e a baixa atuação do movimento estudantil, combinados com a conjuntura já mencionada, são fatos que acabam abrindo margem para a posição intransigente tomada pela reitoria da Unicamp e o Cruesp em relação à greve, punindo os trabalhadores que estão no movimento, como no caso do corte de pontos na USP, e não abrindo diálogo para que haja uma negociação.

A reivindicação do aumento salarial já seria, por si só, válida e legítima, ainda mais quando aquilo que se reivindica é apenas o suficiente para que seja recuperado o poder de compra perdido nos últimos anos. Contudo, sabemos que a questão da isonomia salarial está muito além do aumento de salário. A quebra da isonomia entre as categorias dentro da universidade significa uma tentativa de enfraquecer a unidade do Fórum das Seis e segmentar ainda mais a luta dos professores, funcionários e estudantes por melhorias na universidade pública.

O posicionamento dos reitores, ao concederem maior aumento aos professores e ao negarem a abertura de qualquer diálogo, apenas soltando comunicados que rechaçam o movimento de greve construído, é um posicionamento político. Não vemos esta atitude como apenas uma indisposição das reitorias (nem podemos!), mas sim como um ataque ao direito democrático de greve dos funcionários. Os reitores deveriam exercer sua função de administrar democraticamente uma universidade pública, que deve ser construída pela e para a sociedade brasileira.

Reiteramos o nosso apoio às reivindicações legítimas dos funcionários em greve das três estaduais paulistas e esperamos que as reitorias saiam de seu pedestal e abram um diálogo, como se espera num regime minimamente democrático.

CAECO – Unicamp

Gestão “Despertar é Preciso” 2010

Campinas, 29 de junho de 2010,

O Centro Acadêmico dos Estudantes de Economia da Unicamp (CAECO) vem tornar público o seu apoio à greve dos funcionários das três estaduais paulistas pela isonomia e pelo aumento salarial.

Entendemos que a greve dos funcionários ocorre num momento de grande dificuldade, quando outros movimentos sociais de trabalhadores no estado de São Paulo (como no caso da greve dos professores da rede estadual e do Judiciário paulista) foram e estão sendo atacados e levados à ilegalidade.  As eleições, a copa do mundo e a baixa atuação do movimento estudantil, combinados com a conjuntura já mencionada, são fatos que acabam abrindo margem para a posição intransigente tomada pela reitoria da Unicamp e o Cruesp em relação à greve, punindo os trabalhadores que estão no movimento, como no caso do corte de pontos na USP, e não abrindo diálogo para que haja uma negociação.

A reivindicação do aumento salarial já seria, por si só, válida e legítima, ainda mais quando aquilo que se reivindica é apenas o suficiente para que seja recuperado o poder de compra perdido nos últimos anos. Contudo, sabemos que a questão da isonomia salarial está muito além do aumento de salário. A quebra da isonomia entre as categorias dentro da universidade significa uma tentativa de enfraquecer a unidade do Fórum das Seis e segmentar ainda mais a luta dos professores, funcionários e estudantes por melhorias na universidade pública.

O posicionamento dos reitores, ao concederem maior aumento aos professores e ao negarem a abertura de qualquer diálogo, apenas soltando comunicados que rechaçam o movimento de greve construído, é um posicionamento político. Não vemos esta atitude como apenas uma indisposição das reitorias (nem podemos!), mas sim como um ataque ao direito democrático de greve dos funcionários. Os reitores deveriam exercer sua função de administrar democraticamente uma universidade pública, que deve ser construída pela e para a sociedade brasileira.

Reiteramos o nosso apoio às reivindicações legítimas dos funcionários em greve das três estaduais paulistas e esperamos que as reitorias saiam de seu pedestal e abram um diálogo, como se espera num regime minimamente democrático.

CAECO – Unicamp

Gestão “Despertar é Preciso” 2010

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