Jornal do CAECO

Sobre a Reforma da Pós-Graduação

Posted on: 06/04/2010

Queridos colegas,

Bom dia

Queria colocar aqui alguns pontos importante que já foram debatidos nas reuniões mas que tentei sistematizar e expor meu posicionamento de como devemos encaminhar as questões da reforma curricular.

Coloco abaixo alguns níveis de discussão, de maneira simplificada, ma que eu acho que possa contribuir para focarmos no que é essêncial desta reforma curricular, ou seja, devemos saber qual o problema, o que nos está sendo proposto e o que está em jogo.

 1º.

Existem dois problemas centrais nesta reforma: a) falta de um pensamento teórico hegemônico no IE e b) os critérios de avaliação da CAPES. Quanto ao problema a) isto refere-se, primeiro, a saída e aponsentadoria de alguns professores que eram liderança na CASA e, segundo, quanto a incapacidade (hoje) de existir uma corrente teórica expressiva que dê conta de responder aos principais dilemas e problemas da realidade brasileira e, portanto, de unir os diferentes  grupos existentes no IE. Quanto ao problema b), os problemas referentes a avaliação do IE pela CAPES vem prejudicando a concessão de verbas para a mesma, podendo afetar o numero de bolsas. Mas no entanto, devemos saber quais são estes critérios, e como podemos nos relacionar com com a CAPES de modo a preservarmos alguma flexibilidade (fato este que ocorria antes).

 2°

Devemos saber como os professores estão relacionando estes dois problemas e quais são suas propostas para resolvê-los. Devemos saber as especificidades destas propostas e se existe capacidade concreta e objetiva de serem implementadas. Por exemplo, se houver de fato flexibilização do curso, este não pode ocorrer apenas porque é idealmente melhor, precisamos saber se haverá espaço para disciplinas eletivas de qualidade, quais serão estas disciplinas e quem se responsabilizará por elas e etc.

 3º

Devemos encaminhar a discussão de tal modo a tirar uma posição quanto a “essência” do curso de pós graduação do IE: curso de formação (e que tipo de formação ?) e/ou voltado para pesquisa (e que tipo de pesquisa?), e quais são as conseqüências disto no que tange ao critério de avaliação da CAPES. Isto nos vai ajudar a resolver as questões referentes a quantidade de matéria e ao número de eletivas desta reforma curricular.

 4º

Devemos nos ater à Reforma Curricular em sí. Ou seja, reforma curricular da pós NÃO É uma reforma geral da pós. Falo isto porque creio que se nos atermos muito em todos os problemas específicos que existem na pós (que sempre existiram) perderemos nosso foco. Então precisamos nos focar em três eixos principais da reforma curricular: o que será dado (conteúdo), como é dado (forma), e quem irá dar (sujeito). Aí precisaremos saber quais são suas matérias prioritárias, qual o seu encadeamento com as outras matérias, em que período esta matéria será dada e etc.

 5º

Por fim, gostaria de dizer que a Reforma Curricular JÁ ESTÁ ACONTECENDO, e que precisamos ser rápidos nas nossas decisões e atitudes. Os aspectos gerais são de suma importância, mas o tempo histórico é mais rápido e mais traiçoeiro em relação às nossas necessidades, vontade e convenções.

 Enfim,

A intenção deste e-mail é propor uma forma de encaminhamento das questões referentes a reforma curricular. Sintam-se a vontade para opinar.

 Abraços a todos e todas !!!

Leandro Ramos Pereira – MTE

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