Jornal do CAECO

Carta aberta dos estudantes da pós-graduação do Instituto de Economia da Unicamp.

Posted on: 28/03/2010

Campinas, 25 de março de 2010.

Carta aberta dos estudantes da pós-graduação do Instituto de Economia da Unicamp.

Pretendemos com o presente documento tornar pública a avaliação dos estudantes de pós-graduação do Instituto de Economia da Unicamp acerca das dificuldades com as quais o curso vem se deparando. A intenção é, por um lado, consolidar o diálogo entre os estudantes e, por outro, estabelecer o diálogo com os professores dentro da discussão sobre a Reforma da pós-graduação. As considerações que aqui serão apontadas podem em alguma medida ir além do âmbito da Reforma Curricular, porém consideramos necessário ter clareza das questões mais gerais que estão condicionando o processo de reestruturação da pós. Assim, procuramos delinear as dificuldades imediatas que o Instituto enfrenta e, ainda, propor uma orientação para a formulação do projeto de reforma, que será levado a cabo até o final deste semestre.

A partir da sinalização de que os trabalhos de reestruturação da pós se realizariam no primeiro semestre de 2010, os estudantes tomaram a iniciativa de, a partir da perspectiva do corpo discente no âmbito do Fórum, refletir sobre os dilemas e controvérsias dos cursos de Teoria Econômica e Desenvolvimento Econômico.

Partindo do caráter público da Instituição e, portanto, das responsabilidades do IE para com a sociedade, assim como de seu compromisso com a reflexão crítica e propostas de solução para os dilemas concretos da realidade brasileira, foi possível, nesse primeiro momento, elencar um conjunto de problemas de caráter imediato e questões nucleares do processo de reforma que necessitam de maior aprofundamento em debates.

1. Problemas imediatos:

i. Processo de seleção e egresso

Transparência na seleção: sugere-se a elaboração de um edital geral que contemple toda a pós-graduação, estabelecendo critérios claros de seleção e classificação; note-se que o edital da ANPEC deve estar contemplado no edital geral.

Acesso à universidade: os candidatos selecionados deverão estar cientes, antes de suas matriculas serem realizadas junto ao DAC, (i) do tipo do vínculo a ser estabelecido (aluno regular e aluno especial) e (ii) dos benefícios e limitações de cada vínculo.

Levantamento do egresso: sugere-se a realização de uma pesquisa e acompanhamento do perfil de atuação dos ex-discentes do IE.

ii. Questões operacionais

Disciplinas eletivas: para complementar a sua formação os discentes reconhecem a importância da flexibilização do currículo; sugere-se também a paridade na convalidação de créditos realizados em outros institutos e instituições.

Critérios de seleção e atuação do PED: O PED, enquanto atividade fundamental para a formação do futuro docente, necessita maior atenção. Solicita-se maior clareza a respeito dos critérios de seleção e atuação dos estagiários docentes, respeitando a regras da Unicamp, bem como a divulgação da relação de disciplinas que requerem estagiários no período de inscrição do programa.

Envolvimento dos discentes nas pesquisas de área: embora os seminários de centros e núcleos realizados representem um primeiro passo para a participação dos estudantes nas pesquisas do IE, os discentes entendem que há pouca integração nos projetos realizados. Sugere-se que seja dado maior ênfase às oportunidades de inserção dos estudantes nos projetos em desenvolvimento.

iii. Coordenação pedagógica

Quantidades de disciplinas: foram observados problemas de natureza quantitativa e qualitativa. Quantitativamente, o número excessivo de disciplinas traduz-se numa dificuldade do cumprimento dos prazos de integralização, encurtando o tempo efetivamente disponível e necessário para a elaboração de dissertações e teses. Qualitativamente, a discussão remete ao número de disciplinas obrigatórias e ao conteúdo das mesmas. Os estudantes entendem que este último ponto requer uma discussão mais profunda acerca do tipo de formação desejada.

Divulgação e adequação dos conteúdos das disciplinas: solicita-se (i) a divulgação prévia dos programas das disciplinas para que os estudantes possam ter uma visão geral da sua formação e planejar antecipadamente o direcionamento de sua formação por meio das disciplinas eletivas; e (ii) a adequação dos conteúdos programáticos de modo a evitar as repetições de tópicos em diferentes disciplinas.

Ausência de clareza nos critérios de avaliação: faz parte do processo de aprendizagem do estudante o retorno comentado de trabalhos, provas, seminários dentre outras avaliações por parte dos docentes. Para tanto, faz-se necessário o estabelecimento das formas e critérios de avaliação no plano de ensino.

Relação orientador e orientando: o processo de orientação deve ser internalizado à rotina docente e discente ao longo do curso. Sugere-se a disciplina de seminários de teses como um veículo de acompanhamento desta rotina, bem como a necessidade de um aprofundamento nas questões teórico-metodológicas.

Dinâmica das aulas: os discentes entendem a necessidade de reforçar a função pedagógica do debate.

Avaliação semestral de disciplinas: tendo em vista a necessidade de aprimoramento dos cursos, faz-se necessária uma avaliação semestral das disciplinas (programa, plano de ensino, pedagogia, avaliação, dentre outros).

2. Questões nucleares: proposições para debates

Os estudantes entendem que a formulação do projeto de reforma da pós deve ser orientada por uma reflexão crítica que leve em conta (mas que não se esgote com) as seguintes questões:

– O processo de reforma deve necessariamente adequar os programas de pós-graduação do IE aos critérios de avaliação da CAPES?

– O perfil de aluno desejado pelo IE é o mesmo perfil desejado pela ANPEC?

– Os cursos da pós-graduação do IE deve ser um curso de formação?

O corpo discente entende que este é o momento para pensar as questões mais profundas que condicionam o curso da pós-graduação.

Nesse sentido, convidamos os docentes, discentes e demais interessados, a debater as questões contidas nesta carta.

Sem mais para o momento,

Fórum dos Estudantes dos cursos de pós-graduação.

Campinas,
Carta
Pretendemos
graduação
se
estabelecer
As   considerações   que   aqui   serão   apontadas   podem   em   alguma   medida   ir   além   do   âmbito   da
Reforma
condicionando o processo de reestruturação da pós. Assim, procuramos delinear as dificuldades
imediatas
reforma,
A   partir   da   sinalização   de   que   os   trabalhos   de   reestruturação   da   pós   se   realizariam   no
primeiro
discente   no   âmbito   do   Fórum,   refletir   sobre   os   dilemas   e   controvérsias   dos   cursos   de   Teoria
Econômica
Partindo
a
dilemas   concretos   da   realidade   brasileira,   foi   possível,   nesse   primeiro   momento,   elencar   um
conjunto   de   problemas   de   caráter   imediato   e   questões   nucleares   do   processo   de   reforma   que
necessitam
1.
i.
Transparência

graduação, estabelecendo  critérios  claros  de seleção  e
ANPEC
Acesso   à   universidade:   os   candidatos   selecionados   deverão   estar   cientes,   antes   de   suas

matriculas  serem realizadas
regular
Levantamento

de atuação dos ex­discentes do IE.
ii.
Disciplinas

da   flexibilização   do   currículo;   sugere­se   também   a   paridade   na   convalidação   de   créditos
realizados
Critérios   de   seleção   e   atuação   do   PED:   O   PED,   enquanto   atividade   fundamental   para   a

formação do futuro docente, necessita maior atenção. Solicita­se maior clareza a respeito dos
critérios
como
do
Envolvimento

realizados
IE,
dado   maior   ênfase   às   oportunidades   de   inserção   dos   estudantes   nos   projetos   em
desenvolvimento.
iii.
Quantidades

Quantitativamente,   o   número   excessivo   de   disciplinas   traduz­se   numa   dificuldade   do
cumprimento   dos   prazos   de   integralização,   encurtando   o   tempo   efetivamente   disponível   e
necessário
número
último
Divulgação

programas das disciplinas para que os estudantes possam ter uma visão geral da sua formação e
planejar antecipadamente o direcionamento de sua formação por meio das disciplinas eletivas; e
(ii) a adequação dos conteúdos programáticos de modo a evitar as repetições de tópicos em
diferentes disciplinas.
Ausência   de clareza nos  critérios  de avaliação:  faz parte

estudante
parte dos docentes. Para tanto, faz­se necessário o estabelecimento das formas e critérios de
avaliação no plano de ensino.
Relação   orientador   e   orientando:   o   processo   de   orientação   deve   ser   internalizado   à   rotina

docente e discente ao longo do curso. Sugere­se a disciplina de seminários de teses como um
veículo
questões teórico­metodológicas.
Dinâmica

debate.
Avaliação

faz­se   necessária   uma   avaliação   semestral   das   disciplinas   (programa,   plano   de   ensino,
pedagogia, avaliação, dentre outros).
2. Questões nucleares: proposições para debates
Os
reflexão crítica que leve em conta (mas que não se esgote com) as seguintes questões:
O processo de reforma deve necessariamente adequar os programas de pós­graduação do IE aos

critérios de avaliação da CAPES?
O

Os cursos da pós­graduação do IE deve ser um curso de formação?

O
condicionam
interessados, a  debater as questões contidas nesta carta.
Sem
Fórum

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